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25 de fevereiro de 2009

O CARNAVAL QUE EU NÃO VI


Criaturas flamejantes na comissão de frente do Ladeira na foto de Fernando Priamo na Tribuna


Passada a folia e a ressaca é hora de pensar.
Eu não posso falar nada da qualidade dos desfiles porque eu não vi.

Mas a verdade é que o Carnaval de Juiz de Fora está praticamente falido. E não falo só das escolas.

Você roda pela cidade e não vê sinal de festa. Os bailes de clube acabaram. A população migra para outras cidades ou granjas.

A Banda Daki - um importante patrimônio - começa a ser atacada pela praga do gigantismo. Assim como a Parada do Orgulho Gay, começa a agregar problemas e a perder sua essência. Se ambas não forem revistas vão acabar se auto devorando.

O desfile das escolas de samba é um problema a parte.
Segundo matéria da Tribuna cerca de 4 mil espectadores foram prestigiar os desfiles. As imagens das "festas" das campeãs eram constrangedoras. Numa delas, mal conseguiram juntar pouco mais de 6 integrantes (não é força de expressão) para gravar um flash para o telejornal.

Já passou da hora de ser feita a pergunta: por que o público vem perdendo o interesse - particularmente - por este momento do carnaval? Ou, a quem interessa o carnaval das Escolas de Samba?

A prefeitura parece que fez uma pesquisa no sambódromo, mas tem que ouvir principalmente quem não foi lá. Fica cada vez mais difícil justificar a despesa do dinheiro público com um evento que atrai a tão poucos.


RESSACA E DÚVIDAS

A GM Americana está pedindo cerca de 30 bilhões ao governo para sobreviver à recessão. Ora, uma empresa que precisa de 30 bilhões para ser salva da falência será um bom negócio?

Nos últimos anos bancos e montadoras tiveram lucros astronômicos. Bastam dois meses de prejuízo para irem à falência? Onde foi parar o dinheiro que lucraram? Por que não guardaram para os momentos difíceis? Em que se baseia a confiabilidade de uma empresa que depende de socorro estatal para sobreviver à crise?

Executivos que quebraram bancos e grandes empresas recebiam 50 milhões por ano. Eu faria a mesma coisa pela metade.

O presidente do banco Merrill Lynch justificou o pedido de socorro aos cofres públicos para garantir o bônus aos seus altos funcionários. Segundo ele, "gente desse nível precisa ser estimulada". Gente desse nível deveria ser punida! O mundo financeiro estava dissolvendo e eles não perceberam? Ou foi por culpa deles que a desgraça aconteceu?

Enquanto isso, milhões de trabalhadores são demitidos para atender aos cálculos de custos e cortes de despesas feitos por esses altos funcionários.

O pacote americano de 789 bilhões se fosse dividido para toda a população significaria que cada americano receberia 2,6 mil dólares! Se considerar só a população economicamente ativa esse valor pularia para quase 8 mil pratas! Mas, provavelmente, lá como cá, o bolo só vai ser serviço aos sócios do clube.


APERITIVO

Para quem não conhece, a imagem dos principais integrantes do Monty Python. Se quiser saber mais, a internet é farta de material. Inclusive as quatro temporadas de Flying Circus em torrent.

24 de fevereiro de 2009

OS FAVORITOS DE DEUS


Se alguém me perguntar o que eu quero ser quando crescer eu respondo: Eu quero ser Monty Python. Porém, cresci e só deu pra ser TQ. Paciência.

Peguei as duas primeiras temporadas de Flying Circus (seleção de esquetes que eles faziam na TV). Impressionante como eles ainda são a vanguarda do humor de qualidade. O primeiro esquete foi ao ar em 1969. Fizeram quatro temporadas.

Uma provinha pra quem não conhece, de uma das animações que pontuava o programa:




CLOSE TO YOU



Acabo de saber pelo plantão Lyvia News, que Rebeca - minha vizinha trans - foi assaltada. A vítima levou o autor do crime à sua casa no Quintas (onde moram também Myllena, Pedro Bis e Julio Delgado) e depois de terem relações sexuais ele sacou a pistola. A primeira leitura poderia ser um simples "agora é a minha vez", mas tratava-se de um assalto.
Fica a lição: quando levar alguém à sua casa para ter relações sexuais é sempre bom saber se a pessoa pode ter uma pistola oculta.

23 de fevereiro de 2009

AND THE ROSCAr GOES TO



Pouca gente acompanhou, mas na noite de ontem - simultaneamente à cerimônia do Oscar - foi entregue o "Rosca", uma versão anagramática do primo famoso.

O Roscaé concedido aos que melhor queimaram o filme em 2008 e tem categorias semelhantes.

Sem tapete vermelho, vamos aos vencedores:

MELHOR FILME QUEIMADO
O Curioso Caso de Bejani Button
Sinopse: Ele nasceu um velhaco, mas a idade - ao invés de aumentar a experiência - foi tornando-o cada vez mais imaturo. Quanto mais velho, mais moleque.

MELHOR ROTEIRO MAL ADAPTADO
Quem Quer Ser um Aposentado?
Sinopse: Baseado em fatos reais, a história de um vice-prefeito que fica pouco mais de seis meses no cargo titular e luta para garantir uma aposentadoria vitalícia.

MELHOR MONTAGEM DE ESQUEMA
Milk Azedo
Sinopse: A história de uma quadrilha formada por juízes, policiais, políticos, publicitários, advogados e gente desse tipo, que lutava pelos direitos de uma minoria, no caso eles mesmos.

MELHORES DEFEITOS ESPECIAIS
O Homem Enferrujado
Sinopse: Um rico empresário do ramo dos farináceos resolve salvar sua cidade, mas sua energia vai durar pouco mais que seis meses. Nesse tempo ele consegue fazer mais trapalhadas que muitos não conseguiram em quatro anos.

MELHOR LONGA DE DESANIMAÇÃO
Quall - é?
Sinopse: A história se passa em quatro anos que jogaram uma cidade no lixo. Quebrada financeira, física e psicologicamente, a população luta para encontrar motivos para reconstruir sua auto-estima.

MELHOR CURTÍSSIMA METRAGEM
(NOVA CATEGORIA PARA GRAVAÇÕES FEITAS POR CÂMERAS DE SEGURANÇA SEM A MENOR QUALIDADE TÉCNICA E/OU MORAL)
Na Mira da Federal
Sinopse: Um prefeito e um empresário do ramo dos transportes racham a grana de um tombo que estavam dando na cidade. Produção especial para TV e internet. Os diálogos são curtos e às vezes incompreensíveis, mas é deste filme que saiu o bordão "A Santa Luzia que se foda".

MELHOR VICE-ATOR (OU ATOR COADJUVANTE)
Fatman - O Cavaleiro Trapalhão
Sinopse: Ele queria salvar o mundo, mas tinha pouco tempo, os equipamentos inadequados, uma equipe prá lá de suspeita, muitas dívidas e uma barriga muito grande. Mesmo assim conseguiu trocar os postes do Calçadão e construir um puxadinho no Estádio Municipal.

22 de fevereiro de 2009

EXPERIÊNCIAS MEDITERRÂNEAS

Sofia segura o projeto antes de ir ao forno.

Fiz uma caponata com o seguintes ingredientes: berinjela, cenoura, cebola, pimentão vermelho e amarelo, vagem, tomate cereja, manjericão e salsinha. Acrescentei file de peito de frango temperado em cubos e pimenta de três variedades. Azeite e sal. Tudo num pirex coberto com papel laminado e forno por quarenta minutos.

O resultado foi incendiário. Batizei de "Saudade da Maria" porque é assim, colorida, rica em sabores e queima um pouco.

21 de fevereiro de 2009

PATACADAS

PARA REFLETIR DURANTE O CARNAVAL
"Quem vai comer o bife não quer conhecer a vaca".


DEMISSÕES NA DISNEYLÂNDIA



Não só as grandes montadoras e bancos estão sofrendo com a crise econômica.
A indústria pornô já pediu ajuda ao governo americano. Imagino que os pintos apresentaram queda de 52,7% e vão precisar de subsídio para voltar a crescer, porque com o volume dos negócios não é possível aquecer o mercado.

Outro setor que abriu o bico foi o das diversões.
Depois de o Edmar Moreira World colocar a venda o seu parque temático - o único exclusivo para autoridades que querem praticar pequenas contravenções na discrição de Carlos Alves - agora é a vez da Disney pedir penico.

Walt Disney Jr - Presidente das empresas Disney - avisou que haverá demissões.
Mickey e Donald entraram em pânico. Com a idade que têm dificilmente encontrarão trabalho.
A Bela Adormecida finge de morta, mas os Sete Anões investiram na exploração de diamantes e construíram um patrimônio considerável.
O Lobo Mau tem ligações com a máfia da prostituição e das drogas, ramo que sempre se beneficia com qualquer situação, porém os Três Porquinhos foram diretamente atingidos pela crise das hipotecas.

Em pior situação ficou o Tio Patinhas que tinha o controle acionário do Lehman Brothers e do City Bank, acumulou um prejuízo de mais de 50 bilhões. Inconformado, responsabilizou Maga Patalógika pela quebradeira geral. Dizem os boatos que lhe restou pouco mais que a moeda nº 1.


GOLEADA NA CÂMARA

Falo disso com tranquilidade porque estava na minha proposta de mandato: os vereadores perderam a oportunidade de mostrar que essa legislatura quer tentar ser melhor que a passada (que foi considerada a pior de todos os tempos).

Por 15 a 4 foram mantidos ganhos que beiram à imoralidade.
O salário é suficiente para manter um bom padrão de vida.
Ganhar por sessões extraordinárias é redundância. Basta que essas reuniões sejam feitas em horário de trabalho.
O 13º é justo, mas como justificar o 14º e o 15º? É fazer um ano salarial grande demais.
As despesas do ofício têm que ficar expostas à consulta pública, com transparência de porque, quanto e para quem.

Sinceramente eu espero que a casa reveja essa votação e o chocolate seja menor.

Immigrant Song é uma música perfeita. Não sabe por quê?


Aprendi a postar arquivos de áudio, ninguém me segura!

18 de fevereiro de 2009

VOU DE TAXI



Peguei um táxi na esquina da Independência com a Rio Branco. Cheio de compras, hora do rush, tive que aceitar um Fiat Uno.

"Para o Bandeirantes", eu disse por duas vezes, porque o motorista não entendeu.

Em seguida ele começou um discurso sobre como Deus nos dá tudo que precisamos na hora certa. Naquela linha do acaso não existe, ele parou no sinal, pegou um passageiro e eu peguei um táxi vazio.

Eu pensei comigo se Deus não podia ter dado a ele um carro melhor que um Fiat Uno. Ou será que foi esse que ele escolheu?

O cara parecia um mestre em Cosmologia ou Teologia aplicada ao trânsito. De vez em quando eu tentava enfiar umas idéias, mas sentia que ele não me dava espaço.

Até que percebi um detalhe dramático, não fosse cômico: ele era surdo da orelha direita, justo a do passageiro. Por isso não entendeu quando disse o destino da corrida.

Não é motivo de impedimento para o exercício da profissão a surdez parcial, mas ele podia ter pedido a Deus - pelo menos - que fosse no outro ouvido.


LIES JF & TRUES JF

Na foto, Arnaldo Batista se esbaldando no Parangolé Valvulado

Gostei da entrevista do Custódio à Tribuna de hoje tratando do Carnaval de Juiz de Fora. O modelo atual não passa de uma caricatura da festa carioca sem atingir os mesmos resultados, culturais ou financeiros.

Já houve tempo em que o Carnaval de Juiz de Fora era dos Corsos, dos Clubes, os anos dourados das Escolas de Samba, depois dos Blocos e das Bandas.
O Carnaval de hoje - no formato apresentado - não consegue mobilizar a cidade. E a questão não é voltar para a Rio Branco ou construir um sambódromo. É discutir que modelo de festa a cidade deseja e sustenta.

A prefeitura gasta 1,5 milhão para realizar um evento que é assistido por 10 mil. O custo benefício com o dinheiro público é muito alto.

A Festa de Momo e o Tupi FC são hoje dois pacientes na UTI que respiram através de aparelhos. Ambos os casos revelam uma realidade amarga, de uma cidade que vai perdendo sua alma, seu patrimônio mais importante.


AVALIAÇÃO DA CAMPANHA

Encerramos a Campanha de Popularização com perdas e ganhos.
Perdemos público, de 15 mil para 7,5 mil. Um conjunto de fatores que têm como pano de fundo uma desvalorização do produto local, que em parte é verdadeira e em outra é preconceito.
Caro é aquilo que não vale o que custa.
E a principal meta da APAC para este ano é produzir um evento com espetáculos que valham mais do que cobra.

Ganhamos em debate e no fortalecimento do espírito associativo.
Ou caminhamos juntos ou não vamos a lugar nenhum.


VEM AÍ O CLUBE DA COMÉDIA

O TQ segue na comemoração dos seus 30 anos.

Boa parte dessa carreira aconteceu nos bares da cidade (Berttu's, Balcão, Santorini, Pizza Nostra, Marrakesh, Mr Doo, 14 Beer etc).

Para marcar essa fase estava programando a estréia de um novo show de bar para março: o "TQ.com.édia", quando foi surpreendido com um convite para ocupar um dos mais incríveis espaços da cidade, o Multiplace (antigo Vila e German).

Nasceu aí o projeto CLUBE DA COMÉDIA que já está agregando as principais forças do humor local: Putz, Gustavo Mendes, o Impro, Rafael Titonelli, Cláudio Ramos, etc.

O Clube terá um dia fixo (as sextas), ambiente de bar, buffet do Palácio das Festas e grandes atrações (daqui e de fora).

Vai ferver!

13 de fevereiro de 2009

CHOVE LÁ FORA E AQUI

Foto do Olavo Prazeres da Tribuna, registrando o lado country de JF

SEXTA FEIRA, 13 - PARTE I

Além do carnaval fora de época, JF tem seu inverno fora de época. As temperaturas não devem passar dos 24 graus, chove muito e o fim de semana promete ser de toca, uma vez que aqui na cidade prevalece a crença de que o ser humano é solúvel na água.


SEXTA FEIRA, 13 - PARTE II

Os pacotes de estímulo econômico e planos de resgate financeiro numa tentativa de conter os efeitos da crise já somam US$ 15,1 trilhões pelo mundo todo.
Isso é mais ou menos o dobro do PIB americano.

Onde foi parar esse dinheiro? Quando é que começaram a perceber que o barco estava furado?

Mais uma vez a idéia de livre comércio só vale quando se tem lucro. Quando as calças caem e a bunda se mostra suja, empresários, banqueiros e outros capitalistas gritam logo: "mãe, vem me limpar"!

No mundo todo, só as grandes incompetências são protegidas e premiadas. Eu também quebrei e posso dizer que foi por conta da crise. Cadê o plano que vai me socorrer?


SEXTA FEIRA, 13 - PARTE III

Eu cada vez menos entendo a dívida da Prefeitura. Na última entrevista da Secretária da Fazenda (sei lá se o nome é esse) me deu a impressão que eram 18 milhões (tirando o que já está liquidado). Porém, no relato dela "cada secretaria traz novos dados e a dívida pode aumentar".

18 milhões significa aproximadamente 2% do orçamento municipal. É motivo pra tanto contingenciamento?

Desde que me entendo por cidadão ouço o mesmo discurso de que "as coisas estão difíceis e vamos ter que economizar senão blá blá blá e blá". Em cima desse discurso são feitos cortes e economias. Mas, o que sempre se vê é que quando se quer, sempre aparece dinheiro.


ENTENDENDO DARWIN

Não é correto dizer que o homem evolui do macaco, porque não é possível que a espécie resultante seja menos desenvolvida que a que lhe deu origem.

A seleção natural diz que as espécies mais bem adaptadas são as que sobreviverão. Vem aí uma torcida do Vasco conformada em ser vice do Flamengo.

12 de fevereiro de 2009

200 ANOS DE DARWIN



No dia de hoje nasceu Charles Darwin o pensador que promoveu uma revolução comparável à de Copérnico, Einstein ou Freud.


ESSE BLOG VAI VIRAR SITE

Em breve vamos mudar para www.gueminho.com, cheio de novidades. Acho que logo depois do carnaval.


EM DEFESA DO PREÇO DO INGRESSO

Tomei um suco e comi um salgado. Paguei R$ 4,80. Duas horas depois caguei os dois.

Dizer que um ingresso de teatro a R$ 7,00 é caro é um absurdo.
Dizer que tem espetáculo que não vale o tempo que se gasta para vê-lo, pode ser.
Enfiar todos os gatos no mesmo balaio é injusto.

O debate tomou um rumo equivocado - no meu modo de vista. A questão não é admitir que o preço do ingresso esteja caro porque as pessoas não acham que vale pagar R$ 7,00 para assistir um espetáculo de teatro. Temos que educar o nosso povo a gastar com a sua formação cultural - com livros, discos, filmes e teatro - o que inclui ver coisas ruins e outras boas, formando uma consciência crítica e aprendendo a distinguir.


QUER VER UM BOM ESPETÁCULO?

Vá à Pró-Música neste fim de semana. O TQ vai mostrar o melhor do seu repertório em quatro shows.
www.apacjf.com


DE HOMMER SIMPSON

"Eu não acredito que um cara que eu nunca conheci possa andar com um cara como eu".

PINTOS E VAGINAS




É bobagem supor que um homem entenda seu pinto apenas pelo único motivo de ter nascido com o referido equipamento.

Os problemas do homem com seu pinto são três: tamanho, design e competência.

Para alguns, é uma relação cheia de estranhezas e inseguranças, uma vez que o pinto não é sempre um companheiro do homem. Ele tem vida própria e nem sempre é parceiro. Pior, ele é o chefe.

Todos gostariam que homem e pinto atuassem em uma dupla, como Emanuel e Ricardo - um levanta e o outro bate, um defende e o outro coloca. Mas às vezes eles estão mais pra Tom e Jerry, um sacaneando o outro.

Cada um tem as suas queixas.

O homem diz: "o pinto horas é lento, noutras precipitado".

Você passa a noite conhecendo uma garota, tendo um papo agradável e na hora de despedir dá um abraço apertado. Ela - pelo simples motivo de ter seus pulmões pressionados - solta um leve gemido e a reação é instantânea. Ela sente o aumento do volume - tomara! - e dá uma pequena recuada. Pronto! Talvez suas chances tenham se liquidado por conta dessa afoiteza.

Em outra oportunidade, você chegou lá, e a mulher que você tanto deseja está dizendo as palavras que você sonhou ouvir: "Anda, mete ni mim"! E ele sem a menor consideração, disperso, preguiçoso, diz: "Não sei se é uma boa idéia".
O problema é que não adianta você tentar explicar que ele agiu por vontade própria. Ela não vai acreditar que ele é o chefe.

Dificilmente você terá outra chance, porque a segunda coisa que a mulher mais odeia é que o homem falhe na hora H.

Em compensação, ele se pudesse diria: "porra, você me mete em cada uma"!

Mas, não são só os homens que têm problemas com as suas genitálias.

Algumas mulheres não gostam da sua vagina. Algumas mulheres preferiam ter um pinto.

Eu não concordo com a idéia de que "a mulher é a parte chata da vagina". Além de machista ela é injusta com a mulher... e com a vagina.

Pensando nesse assunto me propus um desafio mental - apenas mental - sobre a seguinte questão: como nós homens lidaríamos com uma mulher sem vagina?

Eu sou um homem do tipo heterossexual versátil, ou seja, que tem preferência por mulheres, mas que no frigir dos ovos e sustentado por um direito garantido pelas leis de Darwin, pode imaginar muitas formas de diversão.

Esse papo de heterossexual convicto é balela. Depois de dinheiro, a coisa que eu mais perdi na vida foram convicções.

Mas, voltando ao desafio mental: como nós homens lidaríamos com uma mulher sem vagina?

Fiquei imaginando uma sem a outra e a outra sem uma e cheguei à conclusão que elas se completam como o pão e a carne.

Mulher sem vagina é uma conquista sem recompensa. A vagina é uma medalha olímpica do amor, mesmo que for de bronze.

E a vagina sem mulher?
É uma idéia absurda! Imagine, como você transportaria? Numa pochetta?
E se você fosse viajar e não pudesse levar? Teria que pedir a um vizinho: "por favor, ágüe as plantas, dê comida para o cachorro e brinque com a minha vagina".

Como está, está bom.

(Escrevi este texto especialmente para mandar um stand-up na Noite da Canja, hoje no Mezcla)

10 de fevereiro de 2009

EDMAIS (LEIA-SE "É DE MAIS!")

ou "O insanável vício da amizade"



É no mínimo curiosa a falta de interesse generalizada da imprensa de Juiz de Fora pelo caso Edmar. Jornais, TVs e blogs (exceto este) se limitam ao basicão que está na rede nacional. O espírito investigativo e combativo está suspeitamente amortecido. Houve mesmo quem considerasse positiva a mídia espontânea!

Afinal, Carlos Alves é tão longe ou tão próximo?

Edmar sabe demais, tem muitos amigos - particularmente no PT - e todos esperam que a coisa continue assim.

Empresas de Edmar funcionam em endereços inexistentes. Duas delas são rés em 2,7 mil ações trabalhistas e acumulam 5.674 processos em andamento ou arquivados na Justiça de São Paulo.
Edmar é acusado de sonegar impostos, omitir bens na declaração do IR, dar calote no BB, usar notas frias para justificar reembolso de despesas.
Some-se à lista a suspeita de prática ilegal de jogo no cassino do Castelo.

Edmar rebola para manter o cargo com manobras jurídicas. O máximo que se pode esperar é que a novelinha de enredo barato possa ser reprisada nas próximas semanas: o Conselho de Ética pede a abertura de uma CPI que passa meses investigando e gerando milhares de páginas de um relatório que sugere a cassação que é derrubado em plenário.

O banquete está servido, mas a imprensa se mostra anoréxica.
E agora, quem poderá nos defender? Talvez o Chapolin Colorado!


POP 1
A APAC quer saber a sua opinião sobre a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de JF.
www.apacjf.com/pesquisa/

POP 2
O TQ quer saber quais são as cenas favoritas do público. As mais votadas serão apresentadas no show do dia 14, às 19h no Pró-Música.

Tem uma enquete na comunidade do TQ em: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=317706

No trailer da APAC tem uma cédula para votação.

8 de fevereiro de 2009

A MANSÃO DOS HORRORES

A imagem acima é o Castelo Monalisa quando você entra em Matrix


O Deputado Edmar Moreira deverá renunciar ao cargo de segundo vice-presidente da mesa nas próximas horas. E assim, o assunto deverá esfriar e o interesse da imprensa vai desaparecer.

Moreira foi oficial da PM nos tempos da ditadura e as histórias sobre a sua ação são apavorantes. Sua experiência militar serviu para crescer e fazer fortuna no ramo da segurança privada.

Elegeu-se deputado e os dois projetos mais importantes de sua autoria são "A Privatização das Penitenciárias" e a "Liberação dos Cassinos". Não precisa ter mais que dois neurônios para entender o sentido altruísta de seus projetos.

Que o Castelo Monalisa abrigou um cassino parece não ser mais segredo para ninguém. Um ex-funcionário - que se identificou como ex-croupier - deu detalhes do funcionamento e da clientela ao jornal O Tempo. Entre os mais famosos (segundo a reportagem) estão o ex-presidente Itamar Franco (quando era presidente) e o nosso inolvidável Alberto Bejani.

Esse é um país que tem muitos "castelos", e em todos eles, sombrios porões.
Muita verdade está lá.


A OBRA DO CÃO

Quando é que um maldito governo vai nos livrar desse inferno que é o tele atendimento?
Aqueles clones mal feitos de gente burra, que não sabem mais que repetir uma meia dúzia de frases idiotas, parecem ter o prazer mórbido de nos levar ao extremo grau de estresse.

Liguei quatro vezes, entre ontem e hoje, para resolver um problema com meu celular. Em duas ligações (depois do calvário da gravação que não entende o que a gente fala pelo óbvio motivo que ela é uma gravação e, portanto não tem inteligência para entender nada) recebi a promessa de que estaria resolvido nas próximas horas. Nas outras duas, as explicações foram diferentes. Uma falou em "manutenção da rede que estaria afetando alguns celulares" e a outra disse que "o sistema estava dando problemas e tinha que ser operado manualmente".

É duro ser plebeu no Reino Encantado de Sua Majestade Edmar Moreira.

6 de fevereiro de 2009

O MUNDO ENCANTADO



Levou uns vinte anos pra imprensa e a Câmara descobrirem o Castelo do Edmar uma construção de 7,5 km2 no distrito de Carlos Alves (SJ Nepomuceno, MG).
A obra discreta com mais de 250 janelas só veio ser destaque porque foi colocada à venda e porque seu proprietário foi eleito Corregedor da Câmara.

Qual o problema de uma pessoa ter um castelo?
Nenhum! Aqui em Juiz de Fora, ao lado da represa de São Pedro tem outro, embora bem mais discreto. Em Itaipava, mais um.

A pergunta que não foi feita é, por que uma pessoa constrói um castelo daquele tamanho naquele fim de mundo?

Edmar pode ser tudo menos doido ou burro.

O Conto de Fadas que ele escreveu pode ser esse:

Era uma vez um homem muito rico e poderoso (nenhuma história da carochinha explica como - ou à custa de que - ele ficou rico). Como todo homem rico e poderoso ele só pensava em uma coisa: como eu posso ficar mais rico e poderoso?

Naqueles dias outros homens ricos e poderosos estavam tentando convencer a corte (que hoje chamamos de políticos) a liberar a jogatina no Reino.
Ops! Peraí, a jogatina é proibida?
Mais ou menos. Só o Rei podia promover jogos de azar e aqueles homens queriam que os cassinos se tornassem uma atividade de livre empresa.

O nosso homem rico e poderoso então teve a idéia de construir um castelo para abrigar um hotel-cassino assim que a mamata fosse aprovada.

Mas então, homens muito maus melaram a parada e o castelo virou uma manada de elefantes cor de rosa. O homem rico e poderoso esperou, esperou até que desistiu. Manter o castelo estava custando muito dinheiro. Só o pagamento do empregado que ia lá todos os dias para abrir e fechar as janelas (mais de 250) era uma fortuna. Imagine os que passavam cera?

Fim!

Hoje Edmar é o responsável pelo exemplo de correção e decoro na Câmara. Deve ter sido difícil encontrar alguém com um perfil tão apropriado.

Ele garante que não declarou a propriedade porque passou para o nome dos filhos. Eu gostaria de saber se os filhos declararam o bem. Gostaria de saber também se essa desculpa vale. Ou seja, é permitido o uso de laranjas para escapar do fisco?

Na equipe de Obama, uma candidata a cargo teve que renunciar porque deixou de recolher impostos referentes a U$ 300 do pagamento da empregada.

Aqui, a gente acredita em qualquer conto de fadas, sempre esperando pelo final feliz, que é sempre de outro.

5 de fevereiro de 2009

GENEROSIDADE


A folha da taioba é a expressão da generosidade da natureza. Ela dá em qualquer brejo, basta uma para a sua refeição e é rica em nutrientes. Em sua composição encontramos cálcio, fósforo, ferro, proteínas e uma grande quantidade de vitaminas: vitamina A, vitaminas B1, B2 e vitamina C. Tanto o talo quanto as folhas apresentam os mesmos elementos, apenas em proporções diferentes. Nas folhas, encontramos mais ferro e mais vitamina A. O valor energético para cada 100g de talo é de 24 calorias, enquanto que, nas folhas, temos 31 calorias para as mesmas 100g.
Ela é prima do inhame, mas dizem que a folha do dito não é boa de comer.



Sofia, Mateus e Bradock. Filha, sobrinho-neto e um dos 101, em pose especial para este blog.



Essa saíra verde entrou no meu barraco e teve dificuldade pra sair. Depois de tirar a foto, peguei cuidadosamente e soltei. Algumas aves têm dificuldade de manobrar para baixo. Elas sempre voam pra cima e aí fica difícil sair de um quarto, mesmo que as janelas estejam abertas.


RECEITAS DE SAÚDE 1

Pegue queijo tipo Cottage, misture no processador com tomate cereja, manjericão fresco, orégano fresco, cebolinha, azeite e um pouco de sal.
Faça um sanduíche com pão integral, essa pasta e folhas de rúcula. Acompanhe com suco de laranja ou de uva (Superbom).

Hoje vou testar uma receita de pão integral caseiro. Depois aviso se deu certo.

4 de fevereiro de 2009

WHATAFUKCAHELL!!!!?

VIZINHANÇA
É sábado 21 h no Central, a Mega produção do TQ.
Ingressos pela vergonhosa bagatela de R$ 7,00.


CAPITALISMO SOCIAL


Quer pagar quanto?

Estas duas palavras são óleo e água.
O capital só se preocupa com o trabalho enquanto este aumenta aquele.
Virou boa estratégia para aumentar os lucros, agregar "preocupações sociais" à imagem da empresa. Mas que ninguém se iluda, assim que a curva desce o cuidado desaparece.

Uma amiga usava - com toda a alegria de quem faz caridade - a camisa do McDiaFeliz. E defendia a iniciativa da empresa que entope nossas crianças (e muitos adultos) de venenos e porcarias. Bem maior eles fariam às crianças se vendessem alimentos saudáveis.

Hoje fiquei pasmo quando soube que a maravilhosa Evangeline Lilly (a Kate de Lost) está leiloando sutiãs e calcinhas pelo Ebay, com renda destinada a uma ONG americana, uma tal de TASK que opera na Casa do Jimmy (Page!) em Sta Tereza, Rio e cuida de crianças das favelas. As roupas íntimas fazem parte de uma coleção que a perdida está lançando inspirada nas periferias brasileiras.

Depois fiquei pensando, ela está há cinco temporadas naquela ilha. Será que usou a mesma calcinha? Ou conseguiu achar sua mala?


FALANDO NAQUILO



Por causa da horizontalidade do veículo as modelos de outdoor ficam às vezes em posições que devem ser extremamente cansativas.
Aliás, pra quê tanta fivela numa lingerie só? Será que é pra dar chance de um dos dois desistir de tirar?


JF E SUAS CABEÇAS DE BURRO

Existe uma lenda (inventada por mim) que Juiz de Fora foi construída sobre um antigo cemitério de burros.
Essa suposição lembra o filme Poltergaist, onde um condomínio de luxo foi construído sobre um cemitério indígena o que enfureceu espíritos malévolos que atormentaram uma família, seqüestraram uma criança e acabaram engolindo uma casa.

Juiz de Fora parece ter o mesmo problema.

Hoje vi um comentário na Tribuna sobre o aeroporto internacional de Goianá, como se a nossa decadência estivesse ligada à falta dele. E ainda diziam na nota que "é um absurdo que Juiz de Fora tenha tão poucas linhas aéreas". A verdade é o contrário. O público que voa pára cá ou daqui não sustenta nem um teco-teco, por que criar um aeroporto se não há passageiros nem carga? Os turistas ou empresários vão vir pra cá só porque tem um aeroporto? A região não tem nem estradas!

Pronto, está criada mais uma cabeça de burro!

Fiz uma lista rápida e identifiquei a nossa necrópole jumentina:

. O Teatro Paschoal Carlos Magno;
. A remoção da estrada de ferro do centro da cidade;
. O acesso Sul;
. O Expominas;
. O Museu da Imagem e do Som;
. A despoluição do Rio Paraibuna;
. O Aeroporto da Serrinha e - agora - o de Goianá;

e o que mais?..


QUEBRA-CABEÇA



Passei bons minutos ouvindo detalhes da história recente da Secretária Sueli Reis e sua passagem pelos últimos governos. Tudo porque ela, respeitosamente quis comentar pessoalmente o que escrevi aqui e me convidou para um café.

Assumi o compromisso de não reproduzir o que ouvi, mas insisti que essa história precisa ser escrita, até para que pessoas como ela possam tirar de si a sombra da dúvida.

2 de fevereiro de 2009

E FOI ASSIM


A foto acima é do flickr do Zine, uma tecnologia que permite ao Alex tirar uma foto, enviar, e em segundos está no site.


Essa outra é da cobertura do reagente.com

A Tropa recebeu cerca de 1.000 pessoas no Central para mais uma sessão de risoterapia. No final, aplauso de pé e a sensação da missão cumprida.

Quem não gosta de comédia, bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do fígado.

A história do banner ajudou, mas na Campanha do ano passado o mesmo espetáculo levou mais de 3.000 pessoas. Até hoje, o TQ já apresentou a Tropa para mais de 25 mil espectadores.

Apesar das pressões e das conversas fiadas - de que "o teatro estava ridicularizando a instituição" - salvaram-se todos que merecem ser salvos.

Ninguém - nem pessoa, nem instituição - está acima da crítica, do bem e do mal, do juízo afiado da piada. Quem garante o respeito é quem se dá a ele.

Dia 07, voltamos ao Central com "VIZINHANÇA".


QUER PAGAR QUANTO?



Fiquei dois dias sem telefone e sem internet por que um caminhão das Casas Bahia arrebentou a fiação da minha casa. Em menos de um ano é a segunda vez que isso acontece. Eles vêm trazer uma encomenda, arrebentam os fios e vão embora como se nada tivesse acontecido.

O funcionário da Telemont (que vem arrumar a lambança) disse que de cada 10 chamadas para consertar fios arrebentados, 10 são obra dos caminhões das Casas Bahia.

Eu já fui à loja e informei ao gerente, mas parece que isso é um marketing da empresa.

31 de janeiro de 2009

VAI VENDO AÍ


Só pras pessoas terem idéia do que a gente tem que aturar, transcrevo um comentário que recebi por email, sem identificar o autor:

"Poxa Gueminho, não acho nada legal generalizar muito menos satirizar a "incompetência" de alguns na Guarda municipal. Esta é a pior forma de mudar um sistema desorganizado. Humilhar a profissão de alguém não é legal cara... Tente mudar de outra forma, não com uma pecinha barata como esta. Você é político e com um pouco mais de sabedoria consegue qualificar melhor quem está aí para protegê-lo... não faça isso... Á (sic!) meu ver, esta é uma atitude extremamente ignorante para um cara nobre com você!"

Abraço
(e ainda me manda um abraço)

A minha resposta - que não foi a que gostaria - também aí:

1. Bom, gostaria de chamá-lo de amigo, mas amigo meu não chama meu trabalho de "pecinha barata". Pedindo respeito você comete uma grande falta dele.

2. A sátira é uma forma de crítica tão antiga quanto o teatro. Através dela a sociedade pode encontrar um caminho de transformação sem drama, rindo de si mesma.

3. Ignorância é não saber do que se está falando. Pelo seu comentário, você não viu a "pecinha". Se tivesse visto, saberia que no meu espetáculo a Guarda Municipal comete a heróica atitude de prender um prefeito corrupto.

Ela foi escrita e montada 6 meses antes do prefeito corrupto ser preso. Talvez, se você tivesse assistido naquele tempo, diria que "não achava legal satirizar a 'incompetência' do Bejani".

No próximo domingo, estaremos fazendo o que sabemos e gostamos: comédia.
Acho que você está precisando um pouco desse remédio. Venha se divertir.

Gueminho

30 de janeiro de 2009

O TQ E A CENSURA

DOMINGO TEM TROPA DE ELITE DA GUARDA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA
Novos uniformes, novas cenas. Imperdível!
Levante essa bunda gorda e vá agora mesmo ao trailer da APAC comprar seu ingresso!
Só R$ 7,00.
O show é dia 01, domingo, 19h no Theatro Central.




O TQ foi criado em 1979 quando o país ainda era (des)governado por uma ditadura militar.

Naquela época, um grupo teatral para apresentar um espetáculo, precisava submeter o texto à apreciação dos censores e fazer um ensaio geral prévio. (Mais ou menos o que a Academia faz hoje). O texto vinha cortado (às vezes literalmente) e o agente da Polícia Federal dizia o que podia ou não ser mostrado ao público.

Em 1980 tivemos que comparecer à Justiça Militar para responder sobre o conteúdo do jornal "Unibairros". Graças ao socorro dos nossos advogados - Dr José de Castro e Dra Aidê - saímos bem.

Hoje em dia a censura ficou esperta. Ela não se assume e nem mostra a cara. Covardemente não faz, manda fazer.

Recentemente, o programa Os Invasores foi retirado do ar depois de recebermos dois recados vindos do gabinete.

O programa da TV, Paraybuna Connection, saiu do ar na TV Visão por pressão de um grupo de empresários que não gostava das nossas opiniões sobre a Mata do Krambeck.

Migramos para a TVE e fomos novamente convidados a encerrar o programa, dessa vez, depois de uma entrevista com o jornalista Laerte Braga sobre o esquema milionário do lixão de Dias Tavares.

Deve ter uns quatro anos que a TV Panorama não dá - nem em nota - notícia alguma do grupo. Não por falta de assunto, mas por veto da direção.

Montamos o espetáculo "Tropa de Elite da Guarda Municipal" e as pressões foram muitas: recados, avisos, apreensão de material (ainda no governo Bejani). Acabaram todos os tipos de apoio oficial para o grupo.

Na Juiz de Fora de hoje - fiel à tradição de ter sido a cidade onde o Golpe Militar de 64 foi arquitetado - qualquer praça acha que pode "apreender" um banner de teatro.

Até hoje não tenho notícias oficiais de punições ou conseqüências.

Nossa "arma" é o bom humor, que só incomoda aos que querem fazer do mundo um vale de choro e ranger de dentes. Nossa resposta será sempre dada nos palcos. Perdemos programas, patrocínios e banners, mas não perdemos a piada.


LDL 233



Estou muito orgulhoso por ter feito minha primeira lasanha de berinjela. Tudo por causa do meu colesterol. Nigelamente, compartilho a receita com meus queridos leitores:

MOLHO DE TOMATE
Tire a pele e o caroço dos tomates (parta, retire as sementes com uma colher e dê uma rápida fervura na polpa. Em seguida coloque em água fria. A casca solta toda.). Bata com cenoura e cebola. Cozinhe com seus condimentos favoritos. Reserve.
BERINJELA
Parta a berinjela em fatias finas. Unte com azeite e sal. Pegue uma frigideira de teflon (sem óleo) e dê uma queimadinha nas fatias de berinjela. Isso mesmo, queime! Essa queimadinha é que vai fazer a diferença!.
MONTAGEM
Monte as camadas com molho, berinjela e queijo branco. No final, parmesão e forno (sem laminado). Uns 20 minutos. Sirva com arroz integral e vinho tinto.

É pra comer ajoelhado e chorando!

Em tempo - Esse detalhe de queimar a berinjela quem me ensinou foi a amiga Vivian.


ALHOS E BUGALHOS



A constituição garante o direito ao palpite. Porém entendo que apenas uma pesquisa de opinião pode identificar objetivamente motivos e causas. Assim mesmo, com margem de erro.

Na Campanha de Popularização, o preço do ingresso tem sido alvo de comentários. Há quem considere que R$ 7,00 não é um valor "popular". Há ainda gente que vai ao trailer, pega o ingresso e sai. Alertada que não pagou, questiona: "Mas é teatro de Juiz de Fora! Tem que pagar?"

Ao questionar o preço do ingresso é importante que se saiba que aqui em Juiz de Fora temos alguns dos teatros mais caros do Brasil.

O aluguel do Central custa R$ 2.400,00 por dia! A Pró-Música e o Solar cobram R$ 600,00. Nestes, o produtor tem ainda despesas adicionais com luz, som e pessoal. Para se comparar, teatros considerados caros de Belo Horizonte custam R$ 400,00 e têm todos os equipamentos. O Grande Teatro do Palácio das Artes (o grifo é proposital), no período da Campanha de BH cobra dos grupos 10% da bilheteria, o que permite que artistas e público possam ir àquela casa.

Enquanto o Carnaval de Juiz de Fora recebe R$ 1.400.000,00 da Prefeitura, a Campanha de Popularização receberá R$ 7.000,00 (0,5%) da Funalfa.

O show que se vê no palco, para acontecer, teve as seguintes despesas: aluguel do teatro, direitos autorais, luz, som, técnicos, divulgação, figurinos e cenários. O que sobra (kkkkkkkk) é dividido entre diretores, produtores e elenco.

Na verdade, quem financia a Popularização aqui são os grupos de teatro e de dança que, na maioria, estão tendo prejuízos para oferecer cultura ao povo.


Há também quem discuta a qualidade de alguns espetáculos, e eu rebato com uma pergunta curta e grossa: essa cidade é melhor do que o teatro que ela tem?

28 de janeiro de 2009

IMPRESSIONANTE



Acidentalmente, descobri uma coisa que um dia pode salvar sua vida: o calendário de janeiro é idêntico ao de outubro, excetuando os anos bissextos. Isso quer dizer que, se hoje, 28 de janeiro é uma quarta, dia 28 de outubro também será uma quarta.
É ou não é incrível?
Vai dizer que já sabia? Ah, não fode!!


LÁ COMO CÁ, UM TIRO NO PÉ

O fato aconteceu em novembro do ano passado, mas só hoje - por acaso - catei esse vídeo abaixo. Plaxico Burress, jogador do NY Giants, se feriu numa boate "disparando um tiro em sua própria perna".
No vídeo ele faz uma campanha para aconselhar sobre os riscos de portar uma arma. Não tem legendas mas as imagens são simples.




VIVA!
Recebemos diversas manifestações de apoio. Abaixo, publico email da ONG Viva JF.

"Quando a ditadura militar se escancarou oficialmente no Brasil, o mineiro Pedro Aleixo, escolhido para ser o vice-presidente do general Costa e Silva, apreensivo com o desenrolar dos acontecimentos, ouviu de outro general o compromisso (falso, se veria, depois) de respeito aos direitos elementares dos cidadãos.
- Pode ser - admitiu Pedro Aleixo - mas o meu receio maior é com o guarda da esquina!
Este episódio da apreensão do banner no interior do Cine-Theatro Central, por iniciativa de dois guardas municipais, e agora, o recolhimento de outros, no Parque Halfeld, anunciando a peça "TQ - Tropa de Elite da Guarda Municipal de Juiz de Fora", remete àquele.
Ambos contém bastante semelhanças. Foram os superiores dos guardinhas quem os ordenaram a cometer a estupidez?
É possível que não. Mas que eles, de alguma forma, o inspiraram, não resta dúvida!

A ONG Viva JF deplora o fato e se solidariza com o TQ.

Ivanir Yazbeck
Diretor presidente
"



ATÉ VINNICIUS DE MORAES

Do céu, o Poetinha publicou uma nota pândega - não fosse patética.
Vale à pena conferir em:
http://www.vinniciusmoraes.blogspot.com/


DEU HOJE NA TRIBUNA

"Subcomandante da Guarda Municipal toma posse

Os trabalhos operacionais da Guarda Municipal de Juiz de Fora passam, a partir de agora, a ser coordenados pelo policial militar reformado José Mendes da Silva. Ele foi empossado subcomandante da corporação ontem. No novo cargo, José Mendes tem como objetivo colocar “os guardas em locais visíveis, fazendo a segurança do patrimônio público e apoiando todas as autoridades no que for pertinente, de forma a garantir tranqüilidade à comunidade”.

E eu pergunto: QUEM VAI TOMAR CONTA DOS LOCAIS INVISÍVEIS??!!!

27 de janeiro de 2009

TQ MATA A COBRA E MOSTRA NO PALCO




Pode ser coincidência, mas no dia em que a Tribuna publicou matéria sobre a história do banner do TQ, a fiscalização deu uma limpa no Parque Halfeld e tirou todos os banners de teatro que estavam junto ao trailer.
Vou ser justo e dizer que não tínhamos licença pra ocupar o espaço público. Mas muitos outros ocupantes também não têm. E só os banners de teatro foram retirados.

A Campanha de Popularização completa oito anos, sempre ocupou aquele espaço e nunca foi incomodada. Estamos prestando um importante serviço à cidade e as dificuldades para promover o evento são grandes.
Se a Prefeitura não tem dinheiro para apoiar nosso evento (o que receberemos é algo em torno de 0,5% do que será destinado ao Carnaval, p. ex.), não custaria permitir esse "apoio logístico".

A nossa resposta será dada no palco, com o bom humor que é a nossa ferramenta.


CENTRAL DE BOATOS INFORMA
Comentários sem fundamento confirmado, ouvidos na rua:

. A captura do banner não foi a ação isolada de um peão descontrolado, mas a ordem de um supervisor.
. O assunto linha de comando, limites e áreas de ação, etc, está na pauta da pasta.
. Custódio ficou puto com a história.
. Ouvi dizer que rolou uma cabeça de comando.

A discussão do "episódio banner" está tomando outros rumos e pelo que eu tenho lido e ouvido há um importante debate a ser promovido sobre a Guarda Municipal.

Pra mim a questão pega no seguinte ponto: Essa é a melhor maneira de investir recursos financeiros e humanos para atingir os objetivos desejados? A velha relação custo/benefício.

25 de janeiro de 2009

RETA-GUARDA



A minha opinião sobre a Guarda Municipal data de muito antes da sua criação. Quando fazíamos o Paraybuna Connection ainda na TV Visão, recebemos a visita do TenCel. Ciro para discutir o assunto.

Desde lá a minha dúvida é a mesma: por que criar uma Guarda Municipal? Não é melhor investir os recursos no reforço da Polícia Militar? A PM tem uma academia, treinamento, história e principalmente, uma estrutura de comando, uma hierarquia. E ainda assim comete muitos desvios.

Eu sempre achei 'bejanice' essa história. Ele tinha esse delírio de imperador, de ter as suas próprias forças armadas, a sua Secretaria de Segurança.

Pois bem, no tempo em que se perdeu a noção, criou-se a Guarda Municipal.

Quase dois meses depois de iniciar suas atividades na rua (exatos 48 dias), a Tribuna publica matéria que oferece um levantamento da atuação da corporação neste período.

Os números falam melhor que qualquer opinião: desde o início de sua atuação, em 6 de dezembro, foram registradas 45 ocorrências classificadas como representativas. Em média foi 0,93 ocorrência por dia de atividade para um grupo de 150 funcionários. Menos de uma ocorrência por dia!

Entre estas estão coisas como: desmembramento de rixa (1), busca de localização de objetos (3), finalização de atrito verbal (1), impedimento de perturbação no trabalho (1) entre outros.

Repetindo, 150 pessoas cuidaram de (menos de) uma ocorrência por dia. Considerando que aquela ocorrência foi atendida por um, dois ou três Guardas, cerca de 147 não tiveram o que fazer naquele dia.

E as perguntas ficam pulando atrás da minha orelha: Como se justifica essa despesa? Precisamos de uma Guarda Municipal? Um convênio com a PM não ficaria mais barato? O município não poderia realocar esse pessoal em outros serviços mais carentes?

24 de janeiro de 2009

COMO DEVE SER

Acabo de receber um telefonema do Secretário de Administração, Chefe da Guarda Municipal e meu amigo Vitor Valverde, apresentando - também em nome do Prefeito - suas desculpas pelo incidente.
Agradeceu a denuncia, garantindo que serão tomadas medidas rigorosas para apurar o fato.
É assim que se faz num Estado de Direito, onde existe, além das leis, bom senso e gentileza.

COMO NOS (MAUS) TEMPOS DA DITADURA



Funcionários da Guarda Municipal invadem prédio federal e seqüestram banner do TQ.

Numa operação que não pode ser classificada como espetacular, porque é lamentável, funcionários da Guarda Municipal pilotando duas motos da corporação, foram ao Theatro Central e - arbitrariamente - apreenderam o banner do TQ que anuncia o espetáculo "Tropa de Elite da Guarda Municipal".

Sem atender aos apelos da segurança do teatro - que tentava demovê-los da atitude irresponsável - os Guardas concluíram o assalto sem apresentar nenhum documento que apoiasse a ação, recusando inclusive a se identificar.

O segurança registrou um BO (nº 8653) junto à Polícia Militar e informou à autoridade federal que logo em seguida compareceu ao local.

Essa atitude insensata, que denota falta de preparo de agentes de segurança, era típica dos períodos negros da ditadura. Só que naqueles tempos os algozes usavam capuzes e pilotavam veículos de chapa fria.

De uma vez foram cometidos vários absurdos:
. A censura ao direito da livre expressão artística;
. O tolhimento à informação;
. O seqüestro de propriedade alheia sem a devida autorização judicial;
. A invasão de um prédio federal por uma "autoridade" municipal;
. O abuso da "autoridade" que foi imputada ao funcionário.

Quando Bejani teve a idéia de criar a Guarda Municipal, alguns setores da sociedade questionaram a utilidade e a conveniência do propósito. O espetáculo teatral serve para provocar a reflexão e o senso crítico. Quem viu a peça sabe que - longe de denegrir e humilhar - quem toma a atitude heróica de prender o prefeito corrupto é a própria Guarda Municipal, contrariando o "patrão" e protegendo a cidade.

Custódio herdou a Guarda. Acho que ele deve rever o treinamento e o preparo que colocou nas ruas uma centena de agentes de "segurança".
E ainda havia quem defendesse a idéia (de jerico) de armá-los! Talvez além de um banner capturado alguém tivesse levado um tiro.

Estamos consultando nossos advogados e aguardando manifestação da Autoridade Municipal para saber se o fato foi uma atitude isolada de destempero ou se é a posição oficial do governo.

23 de janeiro de 2009

AS MELHORES DAS MELHORES



O TQ vai fazer dois shows imperdíveis na Campanha. Nos dias 14 e 15 de fevereiro (sábado e domingo).

AS PREFERIDAS DO PÚBLICO

No sábado é a vez das favoritas da audiência. O público vota entre as dez abaixo:
. O Trailer Man (performance de Kadu)
. Pisei no Pinico (cena da Telemar)
. Mineiros on The Beach (cena da praia)
. O Celular (uma família que não consegue se comunicar pq todo mundo tá falando ao celular)
. Seu Uoxinton, o Minerês
. Show dU Milhão
. Bang Bang (cena de faroeste em inglês)
. Papo de Mulherzinha (três homens conversando como mulheres)
. Ludgero e Lidiane (musical)
. Nights Fever (homens e mulheres numa boate à procura de emoção).

As mais votadas serão apresentadas dia 14, 19 horas na Pró-Música.


AS PREFERIDAS DO GRUPO



Fechamos um roteiro de luxo para o show "AS MELHORES CENAS DO TQ", pro dia 15, às 18h no Pró-Música.
Fizemos uma votação com o elenco para escolher as melhores entre 100 do repertório - excluindo as cenas de Mineiros on the Beach (que serão apresentadas no sábado 14 às 21h) e chegamos ao seguinte resultado:

. Os Irmãos Brothers (um inusitado concerto de piano);
. Gilda, um ensaio de teatro (uma novata que enlouquece o diretor JJ e seu assistente Clift);
. Papo de Mulerzinha (cérebros de mulher em corpos de homens);
. João Paulo no Shopping (a complicada convivência de filhos com pais divorciados);
. O Julgamento de Samantha (uma cena de tribunal julgando um caso de assédio sexual).

Um show de luxo, dia 15 às 18 horas na Pró-Música. Filé mignon!

17 de janeiro de 2009

TELHADO DE VIDRO



A situação é muito chata.

Um tempo atrás eu comecei a receber umas mensagens pedindo pra votar na Josy pra ela ir pro BBB. Eu achei que era vírus e não dei confiança.
Nunca pensei em votar nela porque não desejava tal sorte pruma moça tão bonita.

Conheci a Josy quando ela namorava o Marcelão da Brasil Center e estava começando a carreira. A beleza dela é irritante. A gente classifica mulher assim no grupo das "aleijadas".

Os rumores foram aumentando e me dei conta que era verdade.

A idéia que eu tenho do BBB é que ali eles reúnem o mais medíocre da espécie humana (e não é isso que acho dela) com o simples objetivo de encher os cofres da emissora e das operadoras de telefonia. E milhões de pessoas compram o programa pela simples falta de perspectiva cultural.

Acho uma ilusão pensar que o programa pode alavancar a carreira de alguém. Da centena de criaturas que passou por ali, apenas dois ou três conseguiram manter a exposição. E não considero que nenhum alavancou carreira, porque só conseguiram figurações no mundo artístico (vide BamBam, Alemão e Sabrina). A única que conseguiu alguma coisa mais consistente foi a Grazi Massafera - o que configura a exceção à regra.

E Josy foi e agora chama Josiane. Para azar dela acabou na casa de vidro de um shopping, podendo ser eliminada na primeira semana.

Sinceramente, gosto da Josy, acho ela uma pessoa doce e simpática, mas não vejo com bons olhos essa opção na carreira. Acho uma faca com quinze gumes.
Talvez ela esteja querendo investir mais na trilha de modelo.

Sei lá...
Torço por ela, mas não torço por este programa babaca.

16 de janeiro de 2009

LIXO E OUTROS RESÍDUOS


Para mim existe uma máxima na administração da coisa pública: não se faz obras para governos sem uma taxa de corrupção.
É aí que o dinheiro circula sem precisar falar em roubo.

A edição da Tribuna de hoje traz uma matéria que destaca a pressa da administração em ativar o novo aterro sanitário, que agora terá o eufêmico apelido de CTR (Central de Tratamento de Resíduos). Até onde sei o Aterro do Salvaterra tem licença até 2019.

Esse contrato com a Vital Engenharia (braço da Queiroz Galvão) foi alvo de audiência pública e ações na justiça. Trata-se de um convênio de cerca de 250 milhões para a exploração do serviço e está sendo tramado desde a administração passada.

Ouvi uma história muito estranha que uns dias antes da licitação a Queiroz Galvão comprou a área em Dias Tavares que logo em seguida seria definida como destinada ao CTR. A empresa venceu a concorrência e vendeu a o terreno à Prefeitura para a instalação do projeto.

O professor Cesar Barra da UFJF já se pronunciou sobre o assunto e disse que o próprio Custódio tem acesso a estudos que indicam uma outra área mais apropriada.

Eu acho que todos os contratos da administração Bejani já deveriam ter sido alvo de perícia. Dizer que o Tribunal de Contas liberou é bobagem, porque sabemos que a quadrilha tinha (e tem) tentáculos nos diversos níveis de poder.

Por que tanta afobação?

Esse contrato - como o lixo que dele trata - cheira muito mal.


CORTINAS

Já está no ar o site da APAC, que é o espaço virtual do teatro de (e em) Juiz de Fora.
Em www.apacjf.com


VIVA O TEATRO!



Cresce a campanha para terminar o Paschoal.
A Funalfa deve constituir um grupo de trabalho que vai buscar o projeto.
A Câmara já está sinalizando seu interesse pelo assunto e o Deputado Júlio Delgado (que teve decisiva participação no salvamento da Mata do Krambeck) já manifestou a possibilidade de apresentar emenda para destinar os recursos necessários à obra.

Agora vai!


PRÊMIO PRO CORINGA

Heath Ledger (o Coringa do "Cavaleiro das Trevas") já faturou o primeiro prêmio póstumo. Levou o Globo de Ouro como melhor ator e foi aplaudido de pé por toda a seleta audiência.
É um indicativo para o Oscar.


CHAMA A POLÍCIA



Na última quarta algumas pessoas presenciaram uma cena inusitada no Parque Halfeld. Um elemento armado de uma machadinha partiu pra cima de dois "oficiais" da Guarda Municipal, que - ao invés de detê-lo - correram chamando a polícia.

Custódio recebeu uma herança complicada e não só as dívidas. Bejani fez contratos suspeitos e criou coisas discutíveis como a Guarda Municipal. Quem vê os praças circulando pelo centro se pergunta: tem serviço pra essa gente?

Alguns já começam a sugerir que eles devam fazer serviços de banco e coisas assim. Mas essa era a Guarda Mirim!?

No dia seguinte outra cena que mostra certa falta de serviço para certo excesso de contingente policial. No mesmo Parque Halfeld uma espetacular entrada de sete (eu disse SETE!!!) viaturas com sirenes ligadas. Eram tantas que gerou um engarrafamento no interior da praça (foto).

Algum perigoso terrorista? Um chefe do tráfico em fuga? Assalto a banco? Atentado à vida de um juiz?
Nada disso. Deram uma geral em alguns desocupados e foram embora.

12 de janeiro de 2009

É CORRECTO?



De vez em quando dá vontade de matar alguém, mas sem violência. É um sentimento catártico que passa logo.

Hoje, por exemplo, recebi um manual para entender as novas regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que foi aprovado em 95, mas começa a entrar em vigor este ano.

Me deu vontade de matar as pessoas que inventaram essa moda e os que a aprovaram. Acho que botaram Absinto no chazinho dos velhinhos da Academia Brasileira de Letras. Se falta serviço, por que não botam os imortais pra corrigir provas do vestibular ou das escolas públicas?

Agora eu entendo porque menstruação tem apelido de regra. Vamos a elas.

Só para regulamentar o uso do hífen (que não sei se vira hifen, ou hifem, ou ifem) existem 12 regras e suas exceções - e essa categoria é que complica.

Fiquei sabendo que não se usa mais o acento nos ditongos abertos éi e ói e nem no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo, mas só nas paroxítonas. Ah tá!

Prá quê isso?

A explicação é que se trata de "um passo importante em direção à criação de uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países que tenham o português como língua oficial: Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste".

Muito bom!

Eles querem então que a gente escreva do mesmo jeito, desrespeitando as características próprias de cada cultura? Entendi.

Pelo que pude me informar Portugal não definiu um prazo para aplicação das regras e sequer tem uma decisão clara se irá aceitá-las. Eles acham que essa marmota só serve a interesses econômicos brasileiros.

Não é mais fácil reconhecer as diferenças? Não falamos a mesma língua. Temos uma raiz comum e criamos variações.

Ou alguém consegue entender o que falam aqueles lusitanos?

7 de janeiro de 2009

O SEGUNDO É O PRIMEIRO



Comunico aos leitores deste blog que o texto "O Camarim" (de minha autoria) foi premiado em segundo lugar no 3º Grande Prêmio de Dramaturgia de Minas Gerais.
É o primeiro prêmio que o texto recebe.
Se tudo der certo, o público vai conhecê-lo em novembro, no Theatro Central, dentro das comemorações dos 30 anos do TQ.
O ano começou.

O PRIMEIRO É O SEGUNDO

Quem levou o ouro do Grande Prêmio de Dramaturgia foi o companheiro Tarcísio Dalpra, o Juninho do Putz! com o texto “A cidade do circo dos dias iguais”. É o segundo prêmio que ele recebe. Ano passado ele já tinha faturado o terceiro lugar com "Verdades de Papel".
Na matéria do Leonardo Toledo na Tribuna de hoje, lembramos que na primeira edição da premiação, outro juizforano - o Zé Luiz Ribeiro - papou o segundo lugar.

Pela mesma matéria fiquei sabendo que disputamos este ano com 75 "textos maravilhosos".

Com isso, estamos conseguindo trazer um foco para a cidade, que já tem grandes expressões na literatura e agora se consolida como um centro de dramaturgia.


A CAMPANHA DA CAMPANHA

No próximo dia 12, segunda, às 20 horas a APAC e o SINPARC abrem a 8ª Campanha de Popularização. A solenidade vai acontecer nas obras do Teatro Pascoal Carlos Magno. Na oportunidade a entidade vai manifestar seu propósito de firmar parceria com a Funalfa para encontrar um projeto racional que irá reviver aquela caixa de concreto.


DE BUTÃO EM BUTÃO



Só anteontem consegui assistir ao novo filme do Batmam, o Cavaleiro das Trevas. O nome remete ao clássico da HQ de Frank Miller, mas não é a mesma história. É, de longe, a melhor adaptação para o cinema do sombrio personagem.

O Coringa, criado pelo ator Heath Ledger não rouba dinheiro, rouba o filme. O morcegão vira coadjuvante no seu próprio filme. Ele simplesmente acaba com a carreira do vingador.

Ledger morreu pouco tempo depois das gravações. Exausto física e psicologicamente, o ator começou a tomar comprimidos pra dormir e - segundo a versão oficial - teve uma overdose acidental.
Ele fez os Irmãos Grimm, e também um dos cowboys de "Brokeback Mountain". Comeu um butão do amigo e outro do Batman. E os rumores são fortes de que será indicado ao Oscar. Deve papar mais uns.

4 de janeiro de 2009

PASCHOAL



Fizemos (na foto: Toninho Dutra, Baldutti e eu) uma visita às obras do Paschoal Carlos Magno para avaliar as providências para realizar in loco a abertura da Campanha de Popularização do Teatro.

A sensação que se tem é que falta muito pouco para transformar aquele lugar num teatro viável. Faltou, na verdade, vontade, coragem, interesse e um monte de coisas importantes, aos administradores anteriores.

O evento acontecerá no próximo dia 12, segunda, às 20 horas e todos são convidados.

2008 O ANO QUE ACABOU

Viramos o calendário e abrimos novo ciclo.

Já fiz minhas proposições para o futuro, mas acho bom dedicar umas poucas linhas ao passado. Quando dizemos que queremos um ano melhor, é bom qualificar o anterior.

Numa rápida avaliação, 2008 foi um ano marcante.

A Polícia Federal nos presenteou com uma biópsia do governo Bejani. Ele foi preso duas vezes, renunciou e levou para a galeria de indiciados alguns comparsas. É verdade que muitas perguntas continuam órfãs:
De onde vieram aqueles 1,2 milhão?
Qual o resto do conteúdo dos DVDs?
Quem mais estava envolvido e em que ordem?
Quais nomes estavam na agenda da Astransp?

Na onda de punidade, Vicentão também renunciou e junto a outros governistas foi rejeitado pelas urnas. A maioria deve continuar assombrando.

Conseguimos uma vitória histórica: salvar a Mata do Krambeck. E com essa conquista, outra mais importante: acreditar que bons princípios podem vencer a força do dinheiro.

A sucessão municipal foi uma comédia de erros. Estrelando o elenco, Tarcísio e o PMDB, com um roteiro feito nas coxas. Os figurantes Custódio e Margarida roubaram a cena, um porque se empenhou nos bastidores e a outra porque era estreante. O final todo mundo conhece. Margarida engasgou na última cena e perdeu o texto.

Eu perdi uma eleição pra vereador, perdi duas pra prefeito, ganhei uma pra Presidência da APAC e outra no CONCULT. (Aliás, o CONCULT - Conselho Municipal de Cultura - é a grande conquista da comunidade cultural nos últimos dez anos e paradoxalmente deverá ser creditada ao Bejani.)

E foi assim. Foi bom e foi ruim, como todos os outros.


2008 O ANO QUE NÃO ACABOU


Sueli Reis em foto da outra posse (chupada do site acessa)

Em entrevista ao MGTV no dia da sua posse, o prefeito Custódio Mattos afirmou que não vai fazer uma devassa na administração Bejani. Sugerindo que tem problemas suficientes para se ocupar, definiu que "se surgirem motivos, haverá investigações" (mais ou menos isso).

Motivos? Indícios? Provas? O que falta para que as autoridades municipais se interessem por uma investigação completa do governo anterior?

O ex-prefeito foi preso duas vezes, vários secretários suspeitos, milhões em dinheiro e outros bens confiscados, contratos superfaturados.
A CPI funcionou apenas para dar uma satisfação à opinião pública. Trouxe, na verdade, muito pouco resultado concreto.

Mas a leitura que se deve fazer é outra. Ao que tudo indica o acordo para botar panos quentes foi feito. A ex-Secretária do Governo Bejani (talvez o cargo estrategicamente mais importante) Sueli Reis ocupa agora duas pastas (a Secretaria de Atividades Urbanas e a Agenda JF - que pode ser extinta).

Com a equipe contaminada por gente ligada ao ex-prefeito e ampla maioria na Câmara (incluindo aqueles que - como disse Zé Eduardo - viviam beijando a mão de Bejani) corremos sério risco de perder a oportunidade histórica de limpar nosso passado recente.

Enquanto isso, 'ele' opera um novo empreendimento no Center Car, ironicamente, lavando carros e outros veículos.

1 de janeiro de 2009

NÃO SE PODE ELOGIAR



Eu sempre digo, estréia devia ser proibida ao público.
As coisas não funcionam direito, tá todo mundo esgotado e nervoso. Em geral, o espetáculo está verde e o espectador pode ter uma má impressão.

Mas tem que ter.
"Vizinhança" estreou, a semana toda choveu e o prejuízo foi menor que o esperado.
No saldo, eu diria que temos um belo espetáculo nas mãos. O cenário ficou incrível, os figurinos lindos e colorido, o texto é muito bom, a luz um luxo e o elenco deu conta do recado.
Voltamos ao Central dia 01 de fevereiro, dentro da Campanha.

Depois do show recebi os cumprimentos do - então - prefeito Zé Eduardo. Acho que é a primeira vez que um prefeito em exercício vai a um espetáculo do TQ. Estava pensando em rasgar elogios quando, no dia seguinte recebi a notícia de que o executivo vetou a emenda que garantia recursos para a Campanha de Popularização do Teatro de 2009, depois dela ter sido aprovada na Câmara. E o pior, vetou depois de esgotado o prazo para o Legislativo cassar o veto.