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15 de maio de 2015

É MENTIRA





A vigarice na internet se fundamenta na predisposição que o ser humano tem de acreditar em qualquer coisa. Isso não é novo, mas foi potencializado com o ambiente infinitamente volumoso da grande rede virtual.

O que se observa é que, via de regra, as pessoas não sabem reconhecer uma mentira. Em muitos casos por burrice, outros por ignorância e também por preguiça de pensar e duvidar. Vivemos num momento em que somos encharcados por tanto embuste que é difícil demais reconhecer a verdade.

É mais fácil engolir qualquer resposta e dar baixa na lista de dúvidas. Às toneladas, curtem, comentam e compartilham boatos e mentiras, alguns destrutivos. Caem como patinhos em armadilhas de hackers que espalham mais vírus que o Aedes. Existe até uma palavra pra isso: hoax.

Acreditam em qualquer propaganda, no parceiro que diz "eu te amo", no governo que promete um "ajuste fiscal" que vai melhorar sua vida e no livro que se arvora ao status de "a palavra de Deus". Também porque acreditam em Deus, sem, jamais colocar sua crença em dúvida.

Recentemente vi um vlog com o título "As Maiores Mentiras da Internet". Aparentemente pretendia desmascarar boatos e farsas, mas morde o próprio rabo. Quando fala do boato de que a "Friboi é do filho do Lula" comete o pecado que condena: não investiga o rumor a fundo. Claro que a Friboi não é do filho do Lula, mas tem verba do BNDES e da CEF num volume que faz do governo seu sócio. Nesse sentido, a Friboi ser do Lula ou do Lulinha pode não ser totalmente mentira.

Isso mostra quão frágil é a película que separa uma coisa de outra. Não falar mentira não significa dizer a verdade.

8 de março de 2015

POR DIREITOS DIFERENTES


Não acho que as mulheres devam ter os mesmos direitos que os homens. Pelo simples motivo que mulheres e homens são diferentes.

No que são iguais, lógico, direitos iguais. Por exemplo, é inadmissível que homens e mulheres tenham salários diferentes quando realizam o mesmo trabalho numa mesma empresa, apenas pela diferença de gênero.

Existem, porém, circunstâncias em que a mulher tem que ter direitos diferentes:
. A mulher tem que ter garantido o direito de decidir se haverá uma relação sexual, seja com um estranho, seja com o marido. E a ela deve ser assegurado o direito de definir o que seja isso.
. A mulher tem que ter o direito de decidir se quer ou não ter filhos. O Papa homem e o Pastor homem, representantes do Deus homem, não podem interferir nessa decisão.
. A mulher tem que ser protegida de maneira especial durante a gravidez e enquanto estiver amamentando.
. A mulher tem que ter uma proteção particular contra a violência masculina. Ela não pode ter medo de denunciar, não pode ser humilhada por policiais homens em delegacias de homens. E a justiça precisa ser mais eficiente em punir homens violentos.


Nesse oito de março, expresso meu desejo de que haja um entendimento mais profundo, racional e menos romântico e demagógico sobre a questão do gênero.

Mulheres não são melhores que homens. Nem piores.

A única coisa em que somos iguais é na diferença, e essa é a nossa riqueza, que precisa ser entendida e respeitada.

15 de janeiro de 2015

VAMOS FALAR DE RESPEITO?


Eu me sinto extremamente desrespeitado pelo que as religiões fazem com o ser humano e a civilização em geral.
Em nome do que eu considero lenda (no sentido profundo da palavra) impõem a pessoas e povos, regras e leis que afetam o desenvolvimento de toda a humanidade.

As religiões pensam em respeito quando mutilam física e psicologicamente milhões de crianças? Ainda emocionalmente indefesas, são treinadas a acreditar que há um ser superior invisível que inspirou um profeta a escrever normas confusas, dúbias, que afetam todas as opções delas, familiares, profissionais e políticas.

O deus homem, velho, barbudo, vingativo e misógino, reduz a condição da mulher a uma categoria inferior de ser, que não pode executar ritos, mostrar o rosto ou ter acesso à educação. Em casos extremos são mutiladas para que lhes seja tirado o direito ao prazer sexual.
Que dirá como tratam homossexuais.

As religiões inspiraram guerras, violência, genocídios, inquisições, perseguições, terrorismo, ditaduras e todo o tipo de selvageria, desde os mais remotos tempos. E não mostram disposição em reformar seus princípios, permitindo que a arte, a ciência e a política floresçam com liberdade.

As religiões não respeitam a mim, nem a você, nem a toda a humanidade.
E querem respeito?

Pois bem, contra o ódio do seu deus e dos seus profetas, lançamos nossas piadas mortais. Com elas vamos expor o seu ridículo e suas contradições.
A dívida das religiões ao respeito tem quatro mil anos pelo menos. Comecem pedindo perdão pelos crimes mais graves que cometeram. Depois falem alguma coisa parecida com a verdade e mostrem disposição à mudança.


Terão nosso respeito. (Mas não deixaremos de fazer piadas).

ps - O terrorismo nunca vai acabar pela força militar e policial. Apenas quando as religiões ajustarem seu tempo ao tempo do mundo.

6 de janeiro de 2015

A LOROTA DO INIMIGO EXTERNO




Você acredita que o governo federal está empenhado em esclarecer todo o esquema do chamado “Petrolão do PT”, que sangrou o nosso maior patrimônio?
Há sinais que indicam outro rumo.
Conectando um trecho do discurso de posse da presidenta com um vídeo gravado pela Deputada Margarida Salomão (PT-MG) podemos imaginar que o partido prepara uma peça de marketing para enfrentar a crise.
A lorota se chama “Inimigo Externo”.
O plano parece pretender tirar o foco de que há um grande esquema que conecta partidos, governo, empresários, gerentes, presidência da estatal e doleiros, para conseguir ganho financeiro de maneira ilegal (o que poderíamos resumir como a formação de uma quadrilha para praticar crime de roubo).
O Inimigo Externo é um expediente antigo de governos e o mecanismo é simples: se a população está dividida internamente, um inimigo externo comum une todos num mesmo objetivo.
Mas, como não estamos sendo atacados por paraguaios ou bolivianos, quem é esse inimigo externo?
Os sheiks do petróleo que derrubaram o preço do barril e inviabilizaram a exploração do Pré-sal?
Os Estados Unidos que estão crescendo e valorizando o dólar?
Ou uma grande conspiração para prejudicar o Brasil?
João Santana está escrevendo essa peça publicitária.
Só espero que não repitam a esfolada fórmula das “forças ocultas”. Vamos aguardar os próximos capítulos desse folhetim barato.

17 de dezembro de 2014

INTOLERÂNCIA



Um Iraniano matou duas pessoas num café na Austrália. 
Talibãs mataram mais de uma centena numa escola no Paquistão.

Nem todo muçulmano é extremista, mas o Islã é. Nem todo cristão é fundamentalista, mas o Cristianismo é.

A intolerância está na essência das religiões, especialmente nas três grandes do ocidente: o islamismo, o cristianismo e o judaísmo. Quem acha que as religiões são ambientes só de bondade e amor ao próximo não conhece os princípios da fé que expressa, impressos nos livros sagrados.

Nelas, a salvação é uma recompensa reservada aos convertidos, àqueles que reconhecem a supremacia do único deus. E isso define quem somos nós e quem são eles. Eles, os hereges, impuros, infiéis, sofrem aqui ou na eternidade. E ponto.

Judeus se consideram o povo escolhido. Jesus, como bom judeu acima de tudo, pregou o amor ao próximo se referindo ao seu povo... judeu. Esse “próximo” é uma condição tribal. E os muçulmanos, os últimos filhos de Abraão, herdaram entre outras coisas, essa pretensão de portadores da única verdade.

E assim, desde sempre e até hoje, as religiões e seus princípios servem para criar divisões, separações e preconceitos. Intolerância e conflito.

Evidentemente, a maioria dos fiéis e formada por pessoas boas e ingênuas. Por medo do castigo ou interesse no prêmio, se comportam bem a maior parte do tempo.

Alguns deles se tornam extremistas, fundamentalistas e terroristas. Nós os julgamos equivocados. Mas eles têm sempre a certeza que suas obras absurdas são inspiradas nos princípios da religião que seguem, baseados na palavra de deus, impressa no livro.