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14 de abril de 2013

VIRTUOSAS E SUBMISSAS

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Por que algumas pessoas (talvez a maioria) são contra o casamento entre cidadãos com o mesmo tipo de genitálias?

Eu parto do princípio de que isso interessa aos homossexuais e deve ser resolvido por eles. Se o Jair vai casar com o Róbson isso é problema deles. Se forem meus parentes ou amigos, espero ser convidado. Se não, melhor, porque não vou gastar com presentes.

Os heterossexuais que cuidem das suas vidas porque a maioria não está conseguindo oferecer um modelo de família saudável pra achar que tem o direito de meter o bedelho na dos outros.
Existem questões práticas que devem ser organizadas e regulamentadas e só.

Mas aí vêm os crentes, católicos e evangélicos, querendo tratar o mundo como a sua paróquia. Baseiam-se em textos bíblicos para defender ou atacar pontos de vista. Ora, se algum dia puderem provar que a existência de Deus é mais que uma experiência íntima de fé e que, além disso, a opinião dele está expressa em textos, eu enfio o rabo entre as pernas.

Eu respeito a crença de todos e espero que a descrença seja respeitada. Padres e pastores devem cuidar do seu rebanho e criar regras exclusivamente para sua turma e parar com essa mania de achar que são portadores da verdade.

Deixar heterossexuais pervertidos, fundamentalistas homofóbicos, crentes preconceituosos decidir sobre a vida dos homossexuais é o mesmo que entregar às raposas o destino dos ovos. Quem cuida dos ovos é quem os põe. (E essa ficou uma metáfora estranha).

Assista ao vídeo que abre essa postagem e veja que belo projeto de família as pastoras propõem. Claro, se vivêssemos no século XIX.

9 de abril de 2013

INACREDITÁVEL



Se você acha que Marco Feliciano está acuado ou se sentindo ameaçado, em minha opinião você está enganado. Se ele é a pessoa esperta que eu imagino, está adorando toda essa "perseguição" de ativistas e da mídia. Cada agressão que recebe se converte em mais mil votos do seu rebanho. Ele agora é um líder e um mártir da causa fundamentalista evangélica.

Marco Feliciano não é um. São milhares e milhares representados por ele. Qualquer pesquisa vai confirmar que uma parcela imensa da população pensa exatamente como ele, com todos os cruéis detalhes de preconceito e ódio.

O que podemos colher de positivo desse evento é a necessidade de criar regras constitucionais para a definição do Estado Laico. Padres e Pastores até podem (?) ocupar cargos de qualquer esfera do poder, porém jamais tratar sua função como atividade clerical, porque a opção de fazer parte de uma seita é individual e não nacional.

Nenhuma lei pode ser escrita com base na fé de uns, ou inspirada em textos considerados sagrados, porque não há nenhuma evidência lógica, histórica ou científica de sejam verdades absolutas e inquestionáveis. Precisamos de uma ética que prescinda de um deus.

As igrejas devem ser tratadas sem privilégios, como empresas. Um negócio como outro qualquer. Pagar impostos, declarar receitas. Esse é um começo.

Estamos num momento crítico para a sociedade brasileira. Acho delicado e perigoso o avanço, a expansão e o crescente controle que essa retrógrada mentalidade religiosa vem assumindo nos meios de comunicação, nas esferas de poder e no número de clientes. É hora de questionar sua legitimidade e exigir um país que tenha fé no respeito à diversidade e à igualdade.