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24 de janeiro de 2009

COMO NOS (MAUS) TEMPOS DA DITADURA



Funcionários da Guarda Municipal invadem prédio federal e seqüestram banner do TQ.

Numa operação que não pode ser classificada como espetacular, porque é lamentável, funcionários da Guarda Municipal pilotando duas motos da corporação, foram ao Theatro Central e - arbitrariamente - apreenderam o banner do TQ que anuncia o espetáculo "Tropa de Elite da Guarda Municipal".

Sem atender aos apelos da segurança do teatro - que tentava demovê-los da atitude irresponsável - os Guardas concluíram o assalto sem apresentar nenhum documento que apoiasse a ação, recusando inclusive a se identificar.

O segurança registrou um BO (nº 8653) junto à Polícia Militar e informou à autoridade federal que logo em seguida compareceu ao local.

Essa atitude insensata, que denota falta de preparo de agentes de segurança, era típica dos períodos negros da ditadura. Só que naqueles tempos os algozes usavam capuzes e pilotavam veículos de chapa fria.

De uma vez foram cometidos vários absurdos:
. A censura ao direito da livre expressão artística;
. O tolhimento à informação;
. O seqüestro de propriedade alheia sem a devida autorização judicial;
. A invasão de um prédio federal por uma "autoridade" municipal;
. O abuso da "autoridade" que foi imputada ao funcionário.

Quando Bejani teve a idéia de criar a Guarda Municipal, alguns setores da sociedade questionaram a utilidade e a conveniência do propósito. O espetáculo teatral serve para provocar a reflexão e o senso crítico. Quem viu a peça sabe que - longe de denegrir e humilhar - quem toma a atitude heróica de prender o prefeito corrupto é a própria Guarda Municipal, contrariando o "patrão" e protegendo a cidade.

Custódio herdou a Guarda. Acho que ele deve rever o treinamento e o preparo que colocou nas ruas uma centena de agentes de "segurança".
E ainda havia quem defendesse a idéia (de jerico) de armá-los! Talvez além de um banner capturado alguém tivesse levado um tiro.

Estamos consultando nossos advogados e aguardando manifestação da Autoridade Municipal para saber se o fato foi uma atitude isolada de destempero ou se é a posição oficial do governo.