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5 de novembro de 2008

BLACK IS BEAUTIFUL



Alguma coisa me incomoda quando escuto a manchete: "1º Presidente Negro". Ela embute um preconceito que se esguia pelos cantos. Bom será o dia em que um negro, um homossexual, uma mulher, um branco, um artista, um anão, um latino, ou qualquer variante da espécie chegar a um cargo e a manchete for apenas: "Fulano(a) vence as eleições".

Porque, evidenciar um presidente negro significa esperar o resultado de uma administração negra. E se alguma coisa der errado, dirão: "Pudera, ele é negro!"

Lá - apesar da tradição racista - o preconceito foi derrotado. Elegeram Obama porque é negro ou apesar disso.


RECORDE

A Califórnia, maior colégio eleitoral americano, teve recorde de votos populares (lá o voto é facultativo): foram mais de 13 milhões. Faltando apenas a totalização de quatro estados haviam votado cerca de 117 milhões de americanos.

Lá, o voto facultativo elege o cargo mais importante do planeta. Aqui, o voto obrigatório desvaloriza o instrumento e infantiliza o exercício da cidadania.


FM

A Rádio Panorama estava com os dias contados. O contrato expirou e não foi renovado. Quem levou a freqüência foi a Igreja Católica que já tinha a Rádio Catedral e agora terá uma nova emissora para anunciar a palavra de Deus.

A Rádio Solar também fez mudanças: os locutores-candidatos saíram pra campanha e na hora de voltar encontraram as portas fechadas: Cannali, Zé Carlos e Simone Porcaro. O que se ouviu dizer é que o dono da empresa não quer saber de política na emissora.


FESTAS DO MAL

Um projeto maluco de um tal Sgt Rodrigues (PDT) quer proibir as festas "Rave" e os bailes "Funk" em todo o estado. Além de inconstitucional, descabida, idiota e insensata, a proposição lembra como estão gastando nosso dinheiro os nossos representantes.

Sinceramente, eu até pensei em discutir o conteúdo da matéria, mas me dá muita preguiça.



A CÂMARA PARALELA

Quem fiscaliza o executivo é a Câmara. E quem fiscaliza a Câmara?

A resposta pode ser: a imprensa ou a comunidade (através de suas organizações). Na verdade não há uma instituição que tenha a função constitucional de exercer tal papel.

Antes mesmo de conhecer os resultados da última eleição, andei discutindo essa proposta: a de criar uma CÂMARA MUNICIPAL INDEPENDENTE que teria a função primordial de FISCALIZAR O TRABALHO DOS VEREADORES.

Essa "Câmara" seria formada por candidatos não eleitos, mas que, apesar disso, têm representatividade. Junte 19 pessoas que representam - em média - 1.000 eleitores e você terá uma associação que representará 20.000 cidadãos.

A idéia está lançada e nos próximos dias começo a fazer contatos.