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22 de abril de 2011

MOVIMENTO DA PILANTRAGEM POLÍTICA


A “classe” política prepara um grande golpe contra o povo.
Está em andamento a Reforma Política que deve definir como será o sistema eleitoral para os próximos pleitos.

O erro fundamental dessa reforma é que ela está sendo feita pelos próprios políticos e ninguém tem dúvida que eles vão deliberar em causa própria, como tem sido o histórico de decisões do nosso congresso.

É como se deixasse aos empregados decidir sobre os salários, carga horária, contratações e demissões na empresa. Ou deixar a critério dos criminosos a reforma do código penal.

A primeira mudança – em minha opinião – deveria fazer do voto um ato facultativo. Vota quem quer.

Além de manter a obrigatoriedade, o MPP (Movimento da Pilantragem Política) tira o direito do cidadão escolher seu candidato. Ou seja, você é obrigado a votar, mas não escolhe o seu candidato. Quem escolhe são os partidos. É o que está sendo chamado de “voto em lista”.

E para maior conforto do membros do MPP, suas campanhas terão financiamento público, sob o argumento de acabar com o caixa 2. Isso quer dizer que, você não escolhe o candidato, mas patrocina a campanha de todos. Como bancar uma festa para qual você não é convidado.

Esperava que o fenômeno “Tiririca” tivesse deixado claro o crescente desprezo popular pelo processo eleitoral.

A reforma política que precisa ser feita é a que restrinja o poder dos políticos. Eles estão, passo a passo, transformando a democracia - que era pra ser o regime onde o poder emana do povo e para o povo - num regime em que o povo é apenas uma figuração que legitima as decisões daqueles.

O povo precisa voltar a ter nas mãos mecanismos simples de escolher seus representantes, controlar suas decisões e destituí-los, quando não mais representarem os interesses dos que os elegeram.