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22 de outubro de 2008

PAI E FILHO




Tarcísio declarou voto para Margarida. Até aí, nada demais. Esse era o caminho natural dele. Que ele tenha falado mal dela no primeiro turno, sem problema. Campanha é igual briga de marido é mulher, falam absurdos um do outro e depois caem na cama pra fornicar. E, quanto pior a briga, melhor o sexo.

Só que a decisão de Tarcísio tem um lado cruel. Ele tem mostrado, desde o começo desse processo, que coloca a carreira política do filho em terceiro plano (antes estão ele próprio e o PMDB).

O anúncio do voto foi um golpe forte na relação deles. Como vão reconstruir o ambiente da família é problema deles e desejo - sinceramente - que consigam curar as feridas.

Júlio está só. E seguindo minha teoria de que há sempre ganhos nas perdas, ele tem a oportunidade de se individualizar politicamente. Deixar de ser o filho do Tarcísio e passar a ser o agente da sua própria história. Por menor que seja o seu patrimônio é com esse que ele tem que contar. Recomeçar, reconstruir, sabendo onde pisar. Ele tem passado próprio e um grande futuro.

Boa sorte, amigo.