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29 de junho de 2016

SUPERPORCARIA

Batman vs Superman é uma das maiores porcarias que o cinema já produziu. Maiores pelo custo, pelo tamanho (vi a versão estendida de 3 horas!), e pela péssima qualidade da obra.
Quando você chega às duas horas à frente da tela pede que algum super-herói apareça na vida real e acabe com seu sofrimento. O filme não acaba! É mais imortal que o Super.
O roteiro é sofrível, confuso, e o filme só deve agradar quem espera apenas pelas cenas de ação, público de games.


Destaco três pontos desastrosos:

. Batman está pronto pra matar Superman, quando este sussurra "Martha". E aí nos damos conta que as mães de ambos têm o mesmo nome. E isso é a única coisa importante no filme. De algoz, Batman passa a "amigo" e vai salvar a senhora do Kansas.

. Rejeitado pela opinião pública e pela mídia golpista, Superman entra em depressão (aí está uma fragilidade pouco conhecida) e aparece de barba no alto de uma montanha onde encontra o fantasma de Kevin Costner. No instante seguinte reaparece para pegar a namorada que tinha sido jogada do alto de um prédio (até aí nada demais, porque salvar a namorada é a sua especialidade) e sem barba! Passei o resto do filme me perguntando, "como Superman faz a barba? Existe um Prestobarba com lâminas de kriptonita?".

. E a vergonha alheia com todos os momentos do jovem Lex Luthor, uma ofensa à tradição do vilão, que recebe a incumbência de encerrar o filme avisando: "vai ter continuação, ding, dong".


Ben Affleck já tinha estragado o Demolidor, numa das adaptações de HQ mais toscas de todos os tempos. O cara não dá sorte. 

Ah, esqueci de mencionar, Superman morre no filme.

17 de setembro de 2014

IBOPE INFORMA


Ibope fez uma pesquisa sobre hábitos de consumo cultural dos brasileiros. Nada de novo, mas é sempre bom falar nisso.
Só 5% frequentam bibliotecas, número que deve ser parecido com a quantidade de municípios que têm uma.
Só 9% vão ao teatro, e provavelmente menos de 9% dos municípios têm um teatro. E aí nem se fala na qualidade da casa.
35% consomem cultura via televisão, o que é muito preocupante.
Mas o que me deixa de cabelos arrepiados é que 42% consideram “ir à igreja” como atividade cultural, e esse é o maior número da pesquisa.

Qualquer município tem um perfil parecido com esse: nenhuma biblioteca, nenhum teatro, nenhum cinema, nenhuma galeria de arte e muitas igrejas. Multidões que são formadas para acreditar em mistérios de fé sem ter contato com nenhum senso crítico.

Isso é por acaso, ou faz parte de um grande plano?

Hora de todos os governos pensarem sobre as leis de incentivo e todos os esforços feitos para implementar o acesso aos bens e aos mecanismos de produção cultural.


Estamos perdendo a guerra para a irracionalidade involutiva e vamos pagar caro por isso nas próximas gerações.