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17 de setembro de 2014

IBOPE INFORMA


Ibope fez uma pesquisa sobre hábitos de consumo cultural dos brasileiros. Nada de novo, mas é sempre bom falar nisso.
Só 5% frequentam bibliotecas, número que deve ser parecido com a quantidade de municípios que têm uma.
Só 9% vão ao teatro, e provavelmente menos de 9% dos municípios têm um teatro. E aí nem se fala na qualidade da casa.
35% consomem cultura via televisão, o que é muito preocupante.
Mas o que me deixa de cabelos arrepiados é que 42% consideram “ir à igreja” como atividade cultural, e esse é o maior número da pesquisa.

Qualquer município tem um perfil parecido com esse: nenhuma biblioteca, nenhum teatro, nenhum cinema, nenhuma galeria de arte e muitas igrejas. Multidões que são formadas para acreditar em mistérios de fé sem ter contato com nenhum senso crítico.

Isso é por acaso, ou faz parte de um grande plano?

Hora de todos os governos pensarem sobre as leis de incentivo e todos os esforços feitos para implementar o acesso aos bens e aos mecanismos de produção cultural.


Estamos perdendo a guerra para a irracionalidade involutiva e vamos pagar caro por isso nas próximas gerações.

11 de setembro de 2013

CARTA ABERTA



AO PREFEITO BRUNO SIQUEIRA
AO REITOR HENRIQUE DUQUE

As políticas públicas oferecidas ao setor da produção cultural precisam ser avaliadas. Mais quanto ao método que quanto ao resultado, embora este seja o único parâmetro de aferição.

Via de regra os incentivos são oferecidos priorizando quem oferece que a quem são destinados. São regras e regulamentos engessados e quem se interessar em participar desses programas de estímulos tem que se adequar aos citados rituais.
Não existe uma atenção individual em que o gestor simplesmente pergunta: "Do quê você precisa?". Em seguida ouve e atende.
Seria simples para identificar gargalos e necessidades, para formar uma parceria produtiva.

A Lei Murilo Mendes - talvez único mecanismo de incentivo municipal - completa vinte anos de existência e a pergunta que precisa ser feita é: quais os resultados do investimento feito? Que alguém tente me convencer que ela - como está sendo praticada - produziu um ganho significativo para o setor.

Nos últimos vinte anos o município não criou novos mecanismos ou ações estruturantes para implementar a produção. Ao contrário, a Funalfa ultimamente fez a opção de substituir o produtor cultural operando de maneira injusta e desproporcional como concorrente.

O Theatro Central opera como um espaço comercial qualquer, quer dizer, com o dificultador de ser gerenciado por um Conselho que não conhece nem acompanha o meio de produção que cuida. Faltam a agilidade e a cumplicidade que cobramos acima.

Um dos poucos mecanismos de incentivo à ocupação do Theatro Central, o projeto "Luz da Terra", excetuando o valor do aluguel, é pior que o uso comercial, uma vez que delega ao Conselho escolher o espetáculo que deverá ser apresentado e o preço cobrado pelo ingresso.

Poderia seguir listando exemplos, falando do Pró-Música, do pífio apoio à Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, do Carnaval, do inacabável Theatro Paschoal Carlos Magno, do Museu Mariano Procópio, das novas exigências da Prefeitura para liberar os eventos culturais, etc, etc, etc. Porém, o que importa é pensar numa mudança profunda de mentalidade.

Nem a Prefeitura nem a Universidade devem operar como produtoras de cultura. Do mesmo modo que não devem fabricar roupas nem criar gado. Quem deve ser fortalecido nessa equação é o agente da sociedade - o artista, o produtor cultural - que sempre esteve e continuará produzindo apesar deste ou daquele gestor.


Tenho uma experiência acumulada de trinta e seis anos no setor. Estou à disposição para contribuir, mas é necessário que nossa conversa comece com alguém à minha frente perguntando: "Do quê você precisa?". 

27 de março de 2009

VIVA O TEATRO!

Aos companheiros de arte e de luta desejo muita merda e pernas quebradas.


VISTA TURVA

Amigos, leitores e demais visitantes.

Estava com tantos problemas com meu Windows XP que resolvi instalar o Vista. Está correndo tudo bem, porém tenho que reinstalar uns 20 programas diferentes e configurar todos. Além daquelas coisinhas, tipo o gerenciador de emails não reconhece os arquivos dbx do outlook. Coisa a toa!

Acho que no fim de semana estará tudo em ordem.


É DO POVO!



Conforme antecipado aqui no blog, a Câmara derrubou o veto do Executivo e a população vai ter o direito de decidir sobre a destinação da Curva do Lacet. Fica a dúvida sobre o motivo desse pequeno desgaste.

30 de janeiro de 2009

O TQ E A CENSURA

DOMINGO TEM TROPA DE ELITE DA GUARDA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA
Novos uniformes, novas cenas. Imperdível!
Levante essa bunda gorda e vá agora mesmo ao trailer da APAC comprar seu ingresso!
Só R$ 7,00.
O show é dia 01, domingo, 19h no Theatro Central.




O TQ foi criado em 1979 quando o país ainda era (des)governado por uma ditadura militar.

Naquela época, um grupo teatral para apresentar um espetáculo, precisava submeter o texto à apreciação dos censores e fazer um ensaio geral prévio. (Mais ou menos o que a Academia faz hoje). O texto vinha cortado (às vezes literalmente) e o agente da Polícia Federal dizia o que podia ou não ser mostrado ao público.

Em 1980 tivemos que comparecer à Justiça Militar para responder sobre o conteúdo do jornal "Unibairros". Graças ao socorro dos nossos advogados - Dr José de Castro e Dra Aidê - saímos bem.

Hoje em dia a censura ficou esperta. Ela não se assume e nem mostra a cara. Covardemente não faz, manda fazer.

Recentemente, o programa Os Invasores foi retirado do ar depois de recebermos dois recados vindos do gabinete.

O programa da TV, Paraybuna Connection, saiu do ar na TV Visão por pressão de um grupo de empresários que não gostava das nossas opiniões sobre a Mata do Krambeck.

Migramos para a TVE e fomos novamente convidados a encerrar o programa, dessa vez, depois de uma entrevista com o jornalista Laerte Braga sobre o esquema milionário do lixão de Dias Tavares.

Deve ter uns quatro anos que a TV Panorama não dá - nem em nota - notícia alguma do grupo. Não por falta de assunto, mas por veto da direção.

Montamos o espetáculo "Tropa de Elite da Guarda Municipal" e as pressões foram muitas: recados, avisos, apreensão de material (ainda no governo Bejani). Acabaram todos os tipos de apoio oficial para o grupo.

Na Juiz de Fora de hoje - fiel à tradição de ter sido a cidade onde o Golpe Militar de 64 foi arquitetado - qualquer praça acha que pode "apreender" um banner de teatro.

Até hoje não tenho notícias oficiais de punições ou conseqüências.

Nossa "arma" é o bom humor, que só incomoda aos que querem fazer do mundo um vale de choro e ranger de dentes. Nossa resposta será sempre dada nos palcos. Perdemos programas, patrocínios e banners, mas não perdemos a piada.


LDL 233



Estou muito orgulhoso por ter feito minha primeira lasanha de berinjela. Tudo por causa do meu colesterol. Nigelamente, compartilho a receita com meus queridos leitores:

MOLHO DE TOMATE
Tire a pele e o caroço dos tomates (parta, retire as sementes com uma colher e dê uma rápida fervura na polpa. Em seguida coloque em água fria. A casca solta toda.). Bata com cenoura e cebola. Cozinhe com seus condimentos favoritos. Reserve.
BERINJELA
Parta a berinjela em fatias finas. Unte com azeite e sal. Pegue uma frigideira de teflon (sem óleo) e dê uma queimadinha nas fatias de berinjela. Isso mesmo, queime! Essa queimadinha é que vai fazer a diferença!.
MONTAGEM
Monte as camadas com molho, berinjela e queijo branco. No final, parmesão e forno (sem laminado). Uns 20 minutos. Sirva com arroz integral e vinho tinto.

É pra comer ajoelhado e chorando!

Em tempo - Esse detalhe de queimar a berinjela quem me ensinou foi a amiga Vivian.


ALHOS E BUGALHOS



A constituição garante o direito ao palpite. Porém entendo que apenas uma pesquisa de opinião pode identificar objetivamente motivos e causas. Assim mesmo, com margem de erro.

Na Campanha de Popularização, o preço do ingresso tem sido alvo de comentários. Há quem considere que R$ 7,00 não é um valor "popular". Há ainda gente que vai ao trailer, pega o ingresso e sai. Alertada que não pagou, questiona: "Mas é teatro de Juiz de Fora! Tem que pagar?"

Ao questionar o preço do ingresso é importante que se saiba que aqui em Juiz de Fora temos alguns dos teatros mais caros do Brasil.

O aluguel do Central custa R$ 2.400,00 por dia! A Pró-Música e o Solar cobram R$ 600,00. Nestes, o produtor tem ainda despesas adicionais com luz, som e pessoal. Para se comparar, teatros considerados caros de Belo Horizonte custam R$ 400,00 e têm todos os equipamentos. O Grande Teatro do Palácio das Artes (o grifo é proposital), no período da Campanha de BH cobra dos grupos 10% da bilheteria, o que permite que artistas e público possam ir àquela casa.

Enquanto o Carnaval de Juiz de Fora recebe R$ 1.400.000,00 da Prefeitura, a Campanha de Popularização receberá R$ 7.000,00 (0,5%) da Funalfa.

O show que se vê no palco, para acontecer, teve as seguintes despesas: aluguel do teatro, direitos autorais, luz, som, técnicos, divulgação, figurinos e cenários. O que sobra (kkkkkkkk) é dividido entre diretores, produtores e elenco.

Na verdade, quem financia a Popularização aqui são os grupos de teatro e de dança que, na maioria, estão tendo prejuízos para oferecer cultura ao povo.


Há também quem discuta a qualidade de alguns espetáculos, e eu rebato com uma pergunta curta e grossa: essa cidade é melhor do que o teatro que ela tem?

27 de janeiro de 2009

TQ MATA A COBRA E MOSTRA NO PALCO




Pode ser coincidência, mas no dia em que a Tribuna publicou matéria sobre a história do banner do TQ, a fiscalização deu uma limpa no Parque Halfeld e tirou todos os banners de teatro que estavam junto ao trailer.
Vou ser justo e dizer que não tínhamos licença pra ocupar o espaço público. Mas muitos outros ocupantes também não têm. E só os banners de teatro foram retirados.

A Campanha de Popularização completa oito anos, sempre ocupou aquele espaço e nunca foi incomodada. Estamos prestando um importante serviço à cidade e as dificuldades para promover o evento são grandes.
Se a Prefeitura não tem dinheiro para apoiar nosso evento (o que receberemos é algo em torno de 0,5% do que será destinado ao Carnaval, p. ex.), não custaria permitir esse "apoio logístico".

A nossa resposta será dada no palco, com o bom humor que é a nossa ferramenta.


CENTRAL DE BOATOS INFORMA
Comentários sem fundamento confirmado, ouvidos na rua:

. A captura do banner não foi a ação isolada de um peão descontrolado, mas a ordem de um supervisor.
. O assunto linha de comando, limites e áreas de ação, etc, está na pauta da pasta.
. Custódio ficou puto com a história.
. Ouvi dizer que rolou uma cabeça de comando.

A discussão do "episódio banner" está tomando outros rumos e pelo que eu tenho lido e ouvido há um importante debate a ser promovido sobre a Guarda Municipal.

Pra mim a questão pega no seguinte ponto: Essa é a melhor maneira de investir recursos financeiros e humanos para atingir os objetivos desejados? A velha relação custo/benefício.

7 de janeiro de 2009

O SEGUNDO É O PRIMEIRO



Comunico aos leitores deste blog que o texto "O Camarim" (de minha autoria) foi premiado em segundo lugar no 3º Grande Prêmio de Dramaturgia de Minas Gerais.
É o primeiro prêmio que o texto recebe.
Se tudo der certo, o público vai conhecê-lo em novembro, no Theatro Central, dentro das comemorações dos 30 anos do TQ.
O ano começou.

O PRIMEIRO É O SEGUNDO

Quem levou o ouro do Grande Prêmio de Dramaturgia foi o companheiro Tarcísio Dalpra, o Juninho do Putz! com o texto “A cidade do circo dos dias iguais”. É o segundo prêmio que ele recebe. Ano passado ele já tinha faturado o terceiro lugar com "Verdades de Papel".
Na matéria do Leonardo Toledo na Tribuna de hoje, lembramos que na primeira edição da premiação, outro juizforano - o Zé Luiz Ribeiro - papou o segundo lugar.

Pela mesma matéria fiquei sabendo que disputamos este ano com 75 "textos maravilhosos".

Com isso, estamos conseguindo trazer um foco para a cidade, que já tem grandes expressões na literatura e agora se consolida como um centro de dramaturgia.


A CAMPANHA DA CAMPANHA

No próximo dia 12, segunda, às 20 horas a APAC e o SINPARC abrem a 8ª Campanha de Popularização. A solenidade vai acontecer nas obras do Teatro Pascoal Carlos Magno. Na oportunidade a entidade vai manifestar seu propósito de firmar parceria com a Funalfa para encontrar um projeto racional que irá reviver aquela caixa de concreto.


DE BUTÃO EM BUTÃO



Só anteontem consegui assistir ao novo filme do Batmam, o Cavaleiro das Trevas. O nome remete ao clássico da HQ de Frank Miller, mas não é a mesma história. É, de longe, a melhor adaptação para o cinema do sombrio personagem.

O Coringa, criado pelo ator Heath Ledger não rouba dinheiro, rouba o filme. O morcegão vira coadjuvante no seu próprio filme. Ele simplesmente acaba com a carreira do vingador.

Ledger morreu pouco tempo depois das gravações. Exausto física e psicologicamente, o ator começou a tomar comprimidos pra dormir e - segundo a versão oficial - teve uma overdose acidental.
Ele fez os Irmãos Grimm, e também um dos cowboys de "Brokeback Mountain". Comeu um butão do amigo e outro do Batman. E os rumores são fortes de que será indicado ao Oscar. Deve papar mais uns.

1 de janeiro de 2009

NÃO SE PODE ELOGIAR



Eu sempre digo, estréia devia ser proibida ao público.
As coisas não funcionam direito, tá todo mundo esgotado e nervoso. Em geral, o espetáculo está verde e o espectador pode ter uma má impressão.

Mas tem que ter.
"Vizinhança" estreou, a semana toda choveu e o prejuízo foi menor que o esperado.
No saldo, eu diria que temos um belo espetáculo nas mãos. O cenário ficou incrível, os figurinos lindos e colorido, o texto é muito bom, a luz um luxo e o elenco deu conta do recado.
Voltamos ao Central dia 01 de fevereiro, dentro da Campanha.

Depois do show recebi os cumprimentos do - então - prefeito Zé Eduardo. Acho que é a primeira vez que um prefeito em exercício vai a um espetáculo do TQ. Estava pensando em rasgar elogios quando, no dia seguinte recebi a notícia de que o executivo vetou a emenda que garantia recursos para a Campanha de Popularização do Teatro de 2009, depois dela ter sido aprovada na Câmara. E o pior, vetou depois de esgotado o prazo para o Legislativo cassar o veto.

21 de dezembro de 2008

FOREVER




No frigir dos ovos o prefeito ZéDuardo vai fazendo o que pode para cravar seu nome na história.

Se tivesse exonerado todos os secretários e instaurado uma auditoria radical da administração Bejani - expondo as entranhas do esquema que roubou milhões dos cofres públicos - eu o aplaudiria de pé toda vez que o encontrasse no Calçadão.

Mas não. Ele preferiu a solução egípcia (acabei de inventar essa expressão) de inaugurar monumentos à sua memória. Depois dos postes do calçadão, vem aí a mais ansiada providência do executivo municipal: a instalação do Placar Eletrônico no Estádio Mário Helênio. Realmente, não é possível suportar a carência de estar assistindo a uma partida entre Tupi e Democrata de Governador Valadares e não saber quanto está o jogo. Ou ficar sem saber que o Rodycleyson entrou no lugar do Vandernylson.

Eu tentei manter a calma e entender os motivos do governante, mas o noticiário da semana me desestabilizou completamente. ZéDuardo - numa canetada ligeira - aprovou a exploração comercial do Cemitério Vertical. Vejam bem, senhoras e senhores leitores desse humilde e desprezível mal arrumado conjunto de palavras desconectadas, se vocês ainda não entenderam, o prefeito autorizou que pessoas sejam enterradas em pé! E eu pergunto: onde fica o sagrado direito - talvez o único inatingível - do descanso eterno? Ou alguém vai tentar me convencer que um defunto enterrado de pé vai conseguir relaxar?


MANDONA 50

Todo mundo babando nas bolas da Madonna porque ela faz um show de duas horas e depois ainda vai a uma boate.
Nos meus 52 eu faço dois shows numa noite, depois de passar a manhã panfletando, a tarde montando cenários, arrumando luz e som. Faltando uma hora a gente passa um ensaio rápido e dez minutos antes do espetáculo eu tomo um banho.

Ah, se eu pudesse passar o dia na suíte do Copacabana e depois fosse pra casa com um milhão!
Mas ela é Madonna, é gringa, e os nativos adoram as bugigangas que vêm de fora.


TONINHO É SUPER

Agora já é!
Toninho Dutra continua superintendente e eu saúdo o Custódio pela escolha.




BALANÇO DA CAMPANHA

A APAC encerrou as inscrições para a 8ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Juiz de Fora com um saldo impressionante: a próxima edição do evento vai oferecer ao público 151 sessões de Teatro e Dança, mais uma Oficina de Dança, outra de Teatro e uma Mesa de Debates com a Imprensa local.

Serão 36 espetáculos de teatro diferentes e 04 de dança, reunindo 19 grupos de teatro e 04 de dança.
Ao todo, 154 eventos entre os dias 15 de janeiro e 15 de fevereiro.

Os ingressos para os espetáculos e as inscrições para as oficinas estarão disponíveis no trailer da APAC no Parque Halfeld a partir do dia 13 de janeiro. No trailer o ingresso custará R$ 7,00 (preço único).

A APAC aproveita a grande divulgação do evento para lançar a campanha "PASCHOAL CARLOS MAGNO ENFIM". A Associação pretende motivar a comunidade e gerar uma proposta viável para a conclusão das obras do Teatro Municipal, emperradas há quase 30 anos.

Vamos desenterrar essa cabeça de burro!

20 de novembro de 2008

EWBANK




Ontem fomos a BH, capital do estado, levar a Tropa de Elite da Guarda Municipal de JF, numa apresentação especial para os sócios do Minas Tênis Clube, no teatro Izabela Hendrix. Fiquei sabendo depois que quem fez a indicação foi o Rogério Falabella, que estava na platéia.

Sobre essa viagem gostaria de fazer dois comentários. O teatro Izabela Hendrix é simples, básico e completo. Quase quatrocentos lugares confortáveis, 160 refletores, telão, som perfeito e equipe extremamente prestativa. Sempre que viajamos voltamos com a pergunta: por que Juiz de Fora não tem pelo menos UM teatro assim?

Outra observação é sobre o estado da BR 040 no trecho JF-BH. É uma estrada federal e mostra a presença do governo até Barbacena. A via vai perdendo qualidade até Lafaiete e de lá a BH é um caos. A volta foi um filme de terror, sem sinalização, chuva, buracos e faróis altos na cara. Parece que o recado é: "Gente de Juiz de Fora que quer vir pra BH, desistam em Lafaiete". Os governantes deviam andar menos de avião e helicóptero.

Para finalizar travamos dura polêmica quando passamos por Ewbanck da Câmara (maneiras de manter o motorista acordado). Quem considera o nome de Juiz de Fora estranho, o que dizer de Ewbank da Câmara? Quem ou o quê é Ewbank da Câmara? Você conhece alguma outra pessoa no mundo que se chame Ewbank? Isso é um nome ou uma corruptela da língua inglesa?
"To bank" é "aterrar". "Ew bank" pode ter se originado porque alguém sempre era indicado para tal serviço: "Hei, You bank" que virou "Ew bank".

Como a internet tem resolvido parte dos problemas de ignorância fui buscar saber a origem do nome: José Ewbank da Câmara foi um engenheiro carioca (vejam como tudo começa a fazer sentido!) e não faço a menor idéia de porque mereceu a honra (?) de batizar aquele município e muitas ruas por aí. Acredito que os engenheiros eram pessoas de enorme prestígio num mundo novo, sem estradas e portos. Se quisessem homenageá-lo hoje deveriam começar a consertar o trecho que só é lembrado pelos sinistros.