Está sendo enterrado um dos mais grandiosos
monumentos da memória cinematográfica juiz-forana, o Cine Excelsior.
A sentença do Conselho do Patrimônio Cultural (COMPAC)não
considerando o lugar de relevância cultural foi a senha para o desmanche.
(E qual é então a importância
cultural do COMPAC se ele não consegue salvar nossa memória?)
A agonia da casa vinha se arrastando há quase duas décadas e
culmina na suposição de que vai virar estacionamento.
O Excelsior era um lindo dinossauro. Pertence
a uma época em que o cinema era um espetáculo grandioso. Os grandes cinemas
morreram e com eles morreu o grande cinema. As salas de shopping exibem
sucessos. Não há mais arte ali. Não há nada errado nisso se pensarmos que de
resto, o mundo virou a mesma coisa, um lugar cada vez mais com menos.
Juiz de Fora perde mais um marco importante
da sua identidade e está ficando cada vez mais um lugar de compras, faculdades
e baladas de bebida liberada.
Juiz de Fora está virando uma cidade sem
alma, sem face própria, decadente no pior sentido que a palavra pode ter,
embora os números de faturamento e IDH possam me contrariar.
Vão dizer que o atual proprietário destruiu o
Excelsior.
Mas foi a cidade que deixou que acontecesse. Um
pacto silencioso de desinteresse de uma população que não dá valor ao que tem e
ao que é.
E à frente, os agentes públicos municipais, que
teriam poder para fazer alguma coisa efetiva e se ativeram ao cumprimento de
despachos burocráticos.
Fico triste pelo que a cidade perde. Mas
tenho mais pena da própria cidade que o perde.
1. Diz-se daquele que
não tem habilidade(s) ou aptidão (para algo): Era inteligente, mas inepto para
a função. [ Antôn.: apto]
2. Que não é
inteligente; a quem falta inteligência; IDIOTA; IMBECIL; PARVO [ Antôn.:
esperto]
3. Que denota falta de
inteligência, estupidez ou ingenuidade: Sua conversa era inepta e inútil.
sm.
4 Aquele a quem falta
aptidão, ou que carece de inteligência; indivíduo inepto.
[F.: Do lat. ineptus, a, um. Hom./Par.: inepto (a. sm.),
inapto (a. sm.).]
A piada é que o Ministro Fernando Haddad pode pedir música
no Fantástico porque marcou gol contra por três anos seguidos.
Eu gostaria de entender o ENEM.
Primeiro, parece ser apenas mais um vestibular, outra
modalidade de seleção baseada numa prova.
Segundo, dizem os "especialistas" - e eu odeio
essa gente - que o ENEM testa a capacidade de raciocínio, a inteligência. Deus
do céu, uma prova com 90 questões só testa resistência.
Terceiro, porque continua não sendo justo submeter alunos
que vivem em condições complexamente diferentes a um mesmo critério de
avaliação.
Além disso, surgem as dificuldades próprias do gigantismo.
Como controlar um sistema dessa proporção?
E por fim, os ineptos do INEP insistem em dizer que não
houve vazamento. Claro que não, porque vazamento seria uso clandestino do
material. No caso, o próprio INEP fez jorrar as questões usando-as nos
pré-testes. Foi um "vazamento oficial".
E justificar dizendo que o banco de dados é insuficiente é
confessar a mais absoluta incompetência para administrar o exame. Como assim?
Não existem professores no país capazes de produzir questões suficientes para
alimentar esse banco.
Vai mal o sistema que pretende selecionar nossa elite
intelectual.
A cobra tem a língua fina porque se fosse grossa, mordia
nela e morria envenenada.
Isso serve como metáfora pra se ter cuidado com o que fala.
Rafinha Bastos foi afastado da bancada do CQC por conta do
que chama de piada e outros chamam de grosseria.
E eu pergunto no melhor mineirês, uai?! (Que aqui pode ser traduzido por why?)?!
Ele sempre fez piadas assim. Encheu teatros com esse estilo.
Ganhou audiência na TV com um programa que cultiva pegadinhas, humilhação e o
constrangimento aos "entrevistados". Daí conquistou milhões de
seguidores no twitter e virou celebridade internacional via NYT, que o escolheu como "a pessoa mais influente no Twitter".
Emissora, patrocinadores, mídia e público deram corda, inflaram
o ego do rapaz e agora formam coro pra reprovar uma piada escrota? Ele só fez e
continua fazendo o que sempre pediram e esperaram dele.
Todo mundo quer ver o circo pegar fogo, mas quem paga o pato é o palhaço.
Agora todos voltam pro lado de cá da linha do bom senso. Marcelo
Tas simplesmente declarou que isso é um problema entre Rafinha e a Band. Marco
Luque, Claro!, também se excluiu. E o CQC, ao que parece, vai entregar a mão para não
perder o braço.
O episódio vai ter consequências.
Vai aprofundar a discussão sobre os limites do humor e sobre essa
história de grosseria X politicamente correto.
Vai dar a oportunidade ao Rafinha de repensar sua carreira e
a maneira como trata seus textos.
Vai reposicionar audiência, mídia e patrocinadores.
E vai deixar chamuscada a imagem de um programa que queria ser
irreverente, provocativo mas tomou caldo na própria onda que gerou.
Não é um contrassenso fazer um "Dia Mundial Sem Carro"
num país onde existem tantos incentivos para que as pessoas tenham carro?
Os incentivos são de origem positiva e negativa.
Isenções fiscais no preço final, estímulos para montadoras
nacionais e uma forte carga publicitária que bombardeia o desejo do cidadão
permanentemente. Junte-se a isso linhas de crédito que permitem que o veículo
seja comprado em prestações que cabem no orçamento de qualquer emergente à
classe média.
Temos aí então - em dados de Juiz de Fora - oito mil novos
veículos a cada ano. E uma frota dobrada a cada oito anos.
Pra completar o cenário, um incentivo negativo: a péssima
qualidade do transporte coletivo que faz você achar que usar o sistema público
de transporte não é uma alternativa, mas um sacrifício injustificável.
São 364 dias do ano onde se diz ao cidadão: "Tenha
carro". E um onde se diz: "Saiba porque é melhor você ter
carro".
Nesse contexto, o "Dia Mundial Sem Carro" é só uma
ação vazia de marketing, que nem bandas de rock que gravam clip contra as
drogas.
A fama que Edu Sterblitch conquistou no Pânico levou mais de três mil pessoas para ver seu show no Theatro Central no último fim de semana.
Nos comentários, alguns se sentiram enganados, ofendidos e desrespeitados, "tratados como idiotas" pelo ator.
Eu vejo a coisa quase ao contrário. Quem trata o público como idiotas são alguns comediantes de piadas fáceis, cheias de lugar comum, que ganham dinheiro repetindo bordões que todo mundo quer ver e ouvir. É como se eles dissessem: "Vou fazer um show superficial, porque é só o que vocês conseguem entender".
O espetáculo "Minhas Sinceras Desculpas" é indigesto, agressivo, incômodo e porque quer ser assim, desafiador. Quer mexer com as tripas da audiência.
Mas, acima de tudo tem muita qualidade em todos os detalhes. E a maior delas é o desempenho do ator.
Edu é grande! Sua performance é arrebatadora.
Numa cena teatral de tanta bolacha sem sal, Edu é um biscoito fino, raro. É o ator enlouquecido, um artista, como estamos pouco habituados a ver.
Que me perdoem todos aqueles que se decepcionaram, mas a arte precisa cumprir seu papel de provocar o santo vômito da reflexão.
Ele pede desculpas no título do espetáculo. Pregou uma peça na plateia. O levou a acreditar que veria uma bobagem qualquer e fez você assistir a um grande espetáculo do melhor teatro.
É cada vez mais difícil defender essa democracia brasileira que sustenta um imenso esquema de corrupção.
Ontem, os colegas deputados inocentaram Jaqueline Roriz que, mesmo tendo sido flagrada recebendo em grande alegria uma bolada de dinheiro, foi livrada da cassação.
Nosso impulso é culpar os 265 deputados que votaram NÃO, mas não nos esqueçamos dos 20 que se ABSTIVERAM e os 62 que convenientemente se AUSENTARAM. Ou seja, só podemos contar como supostamente honestos, 166 parlamentares.
Seria fácil resolver essa equação se os números fossem esses, mas a matemática é cruel.
Os 347 (cerca de 70%) que se comoveram com as lágrimas de Jack - a Estripadora da decência - Roriz foram eleitos! Isso! Eles representam milhões e milhões de eleitores, que são os responsáveis pelo mandato deles. Cerca de 70%, ou alguma coisa em torno de 95 milhões.
E mais, a corrupção tem dois lados: o que recebe e que paga a propina. Junte-se então à conta, o capital das grandes empresas que financiam mandatos, interessadas no retorno que vão ter, em obras e outras vantagens.
Acrescente a pior de todas, a devastadora corrupção oficial e legal, a apropriação que o estado faz da renda de trabalhadores e setores produtivos, através da maior taxa de impostos do mundo. Enquanto escrevo esse texto, o "impostômetro" registra que os governos (federal, estadual e municipal) recolheram mais de 945 bilhões só este ano. E faltam ainda quatro meses.
E para concluir retire aqueles que praticam pequenos atos de corrupção e só não são grandes corruptos por falta de oportunidade.
O que restou?
Uma sensação horrorosa de que já era. De que vivemos numa sociedade onde o crime organizado é o sistema de governo e não a contravenção.
Semana que vem, Jaqueline Roriz e seus 347 comparsas estarão votando leis que decidirão sobre sua vida e a vida desse país.
Acho que no próximo sábado vai rolar o tal UFC no octógono ou qualquer coisa parecida com isso.
É oportunidade de uma viagem no tempo, à Roma antiga, aos festivais do Coliseu, gladiadores e essa porra toda.
Como diria Joe Sacco “arte é arte, mas um bife é um bife” e por isso eu quero discutir alguns pontos.
Eu acho grotesco que exista uma atividade socialmente consentida e legalizada que se baseie na proposta de ferir um adversário. Pior ainda que alguém trate isso como esporte.
Concordo que haja um componente de agressividade na “natureza” humana que cuidou da nossa sobrevivência enquanto espécie, mas acho conveniente distinguir agressividade de violência. Violência é a agressividade no modo perverso, cruel, bárbaro.
Eu até entendo que essa gente possa se reunir numa arena e se esfolar de porrada, porque o direito de se matar é garantido.
O que não entendo é que num país onde a rinha de animais é proibida seja autorizada e estimulada a rinha de pessoas.
Um monte de gente - incluindo jornalistas, comediantes, artistas, veículos etc. - vai a público manifestar seu tesão por esse show de horrores.
Imagine que tipo de mensagem é passada a jovens em fase de formação de caráter quando assistem dois indivíduos se esmurrando até sangrar, realizando a fantasia sádica da plateia.
Pra completar, acho totalmente suspeita toda aquela macheza, dois caras de sunguinha super apertada, suados, se esfregando, se batendo e se ferindo. É como se estivessem dizendo: "O desejo pelo seu corpo é tão insuportável que preciso feri-lo". Não consigo ver isso sem notar uma imensa sublimação homossexual.
Eu imagino uma civilização que cada vez mais encontre recursos de inteligência para dirimir conflitos. Eu acho que é esse o caminho das artes, da ciência e dos esportes.
UFC não é esporte, nem arte. É porrada. É exaltação do nosso nível mais inferior de existência.
Que bom que agora temos um dos bonecos dos Muppets no Ministério da Defesa: Celso Amorim, que no tempo da Vila Sésamo tinha o apelido de Cookie Monster.
Celso Amorim na nossa Defesa!
Agora podemos dormir tranquilos.
Celso Amorim na Defesa é quem vai sair correndo e gritando na frente.
Se formos invadidos, podemos entregá-lo aos inimigos e pedir que, pelo favor, eles não batam muito na gente.
Celso Amorim na Defesa é igual a alguém mexer com você na rua e você chamar a sua irmãzinha de quatro anos pra te proteger.
Você se envolve numa briga de bar e o Celso Amorim é aquela coisa que você usa pra bater nos outros.
Celso Amorim na Defesa vai passar pro lado de lá na hora da briga pra não apanhar.
Celso Amorim na Defesa é como escalar o Zagalo como zagueiro da seleção brasileira num jogo contra Camarões.
A operação que costurou o acordo para construir o Itaquerão (o estádio do Corinthians) foi a cereja do bolo de bosta das mutretas. Não há remédio.
Isso tudo me deixou muito indignado. Mas, o que mais me incomodou foi pensar que se o estádio fosse do Flamengo eu talvez não questionasse tanto. Digo "se", porque admito a possibilidade do meu percentual genético íntegro, honesto e ético, ter atitudes dominantes.
Mas aceito, enquanto brasileiro, tenho em mim o DNA da corrupção.
Somos um país de golpistas.
É claro que isso não inclui você que está lendo esse texto e se excluindo dessa espécie.
Você, que nunca ofereceu uma gorjeta pro guarda da blitz deixar você ir sem o IPVA pago; nunca furou fila, nem baixou uma música, filme ou programa sem autorização; nunca fumou um baseado, cheirou cocaína ou bebeu antes de dirigir; nunca fez fila dupla ou parou rapidinho numa vaga preferencial à qual não se inclui; nunca sonegou impostos ou avançou sinal vermelho; nunca mentiu pra faltar ao trabalho ou às aulas; nunca colou numa prova nem comprou ingressos de cambistas; nunca comprou uma facilidade junto a órgãos públicos e nunca justificou pequenos desvios como jeitinho.
Parabéns! Você é um modelo a seguir.
Nós, o resto, padecemos da pesada influência da nossa formação enquanto nação. Afinal - e isso não desculpa, mas explica - a história do Brasil é uma história de golpes.
Se não, vejamos:
Cabral "descobriu" um mundo que tinha uns quatro milhões de habitantes. Golpe!
Que foram considerados - e ainda o são - alguma coisa entre bicho e gente para que pudesse ser tomado o que era deles, sem culpa ou dolo. Golpe, golpe!
Roubaram, mataram e escravizaram até que um deles resolveu sonegar seus pares e se transformou no nosso grande herói, baseado no princípio ético do "ladrão que rouba ladrão". Golpe!
A Independência foi um acerto entre eles, assim como a Proclamação da República. Golpe, golpe!
Alguns golpes foram declaradamente golpes, entre eles o de 64. E acabou levando um golpe disso que chamamos de estado de direito, que nunca endireitou nada. Golpe!
E os golpistas fizeram um acordo entre si e redemocratizaram o país. Golpe!
Na verdade a nossa democracia é o regime dos espertos para os espertos. Uma estrutura legal (no sentido da Lei) criada e usada para gerar benefícios infindáveis ao pequeno clube de poder. Golpe, golpe, golpe!
E nós que não somos Vips, ficamos na plateia, vaiando ou aplaudindo. E eles, fazendo a cena, fingindo que se importam com o que a gente pensa.
Depois da derrota para o Flamengo, Neymar caiu na fara com amigas para esquecer o jogo em que, mesmo tendo brilhado, foi ofuscado por uma estrela maior.
Publicidade é uma das atividades mais irritantes que já inventaram.
A propaganda parte do princípio que o consumidor é idiota, o que na maioria das vezes é verdade.
Mas tem limite pra tudo.
O último comercial da Vivo com o Dudu me dá câimbras nas duas bolas.
Começa com o narrador que tem uma vozinha insuportável de vendedor de skol.
Aí vem o estagiário que não larga seu Smartphone novo.
Para aí!
Em qualquer empresa séria ele já estaria cortado.
Mas não, ele vai parar numa reunião de diretoria e continua fuçando no brinquedinho.
Para de novo!
Estagiário, em reunião de diretoria, mexendo em celular? Rua na hora!
Mas não, na frente de um bando de diretores mongoloides ele vai no Google e descobre a solução para a empresa: franquias?
Para, para, para que eu vou vomitar!
Ninguém pensou em franquias? Quanto ganham aqueles diretores? Onde eles estudaram? Que empresa de merda é essa?
"Parabéns, senhor Carlos Eduardo", conclui o presidente.
Se fosse verdade ele teria que demitir todos aqueles incompetentes que não conseguiram ter a ridícula ideia da franquia.
Fica o conselho final aos jovens: não estudem. Apenas comprem um smartphone e encontrem ali a solução para todos os seus problemas.
Eu que leio nas entrelinhas, acho que o presidente está comendo o Dudu e gente apaixonada faz coisas idiotas assim, como dar moral pra ideias ridículas na frente de todo mundo. Quando a empresa quebrar - porque investiu em franquias sem a menor análise técnica e baseada na consultoria do smartphone de um estagiário que o presidente estava comendo - eles vão terminar o relacionamento, o presidente volta pra esposa e pede desculpas.
Pra você que não conhece, uma tomografia computadorizada da cidade que outrora foi conhecida como "A Manchester Mineira" e hoje é a "Levi Gasparian da Zona da Mata".
Tiago Neves e Ronaldinho mostraram o que é fazer uma leitura correta do campeonato. Era melhor poupar os dois craques para o jogo contra o Ceará. Afinal, o Flamengo só teve uma derrota no ano e foi justamente contra quem? O Ceará.
Segundo tempo, faltou time, sobrou Welington e sua coleção de lambanças e o rubro-negro não conseguiu segurar a vitória. Se tivesse ganhado estava na vice-liderança a apenas cinco pontos do líder.
Por fim resta o consolo ao Flamengo de ser o único time invicto no campeonato. Um título que não vale nada.
O juiz fez o que pôde, mas não conseguiu evitar a derrota do time oficial, da equipe chapa branca do governo municipal, estadual e federal. O sócio de Ricardo Teixeira e amigo da Globo.
Falar nisso, a Globo retribuiu corrompendo a imparcialidade jornalística com a manchete que dá crédito ao derrotado. Globo e filiados, o certo é dizer "Cruzeiro vence".
Piada boa mesmo é o monte de botafoguense que se orgulha de ter ganhado a Copa América, por conta do Arévolo e do Loco - que praticamente nem jogou. Deixa os caras se divertir, afinal que alegria o botafoguense tem?
Só pra constar e fazer jus ao título da postagem, os quatro cariocas estão entre os 10 primeiros. Entre os quatro líderes, dois são do Rio. Isso sem incentivo fiscal e sem dinheiro do BNDES.
Alguma vez, na sua miserável existência, você recebeu uma ligação ou uma mensagem da sua operadora (de telefone e/ou internet) para te dar uma boa notícia?
Eu sou cliente da Oi/Velox e nunca recebi um bom telefonema. Só cobranças. Só lembram de mim quando o pagamento da minha conta atrasa.
Eu me cadastrei num negócio de pontos que dizia que eu poderia trocar por alguma coisa, mas nunca consigo juntar o suficiente para um picolé. E quanto estou perto, parece que os pontos caducam e eu perco tudo.
Há cerca de um mês eu fui surpreendido por uma conexão de 10Mb. Do nada, meu Velox que era de 1Mb passou para os incríveis 10Mb. Fiquei igual pinto no lixo, baixando filmes em minutos.
Fui saber e me disseram que pelo meu plano, havendo condições técnicas, a Velox é obrigada a fornecer 10Mb.
Porém, alegria de pobre dura pouco. Assim como vieram, lá se foram meus 10Mb.
Liguei pra Velox e a resposta lacônica foi: "Senhor, sua conexão é de 1Mb. Passou para 10Mb porque deve ter acontecido algum erro".
É isso aí, benefícios com operadoras só quando alguma coisa dá errado.
Basta jogar uma banana na laje e eles fazem um festival de cores e sons.
Só registrei duas espécies que ainda não tinha visto por essas bandas. Um amarelo que parece um pintassilgo e outro de um azul intenso com máscara preta, que chegou em bando.
Aguardo que o WikiAves faça a devida identificação.
PS - Espécies identificadas pelo pessoal do WikiAves:
. O amarelo é o Fim-fim
. O azul é Saí-andorinha.
Eu sou esse personagem do Pateta que é um cidadão pacato até entrar no carro e se transformar num monstro. O que escrevo a seguir é um trabalho de autoeducação, autocontrole da raiva, que pode servir para outros.
1. Apreenda a dirigir.
Uma das coisas que mais atrapalha e faz o trânsito ficar tenso são os "meia-rodas", gente que dirige mal - homens e mulheres - e isso inclui quem não sabe usar seu equipamento ou não respeita as regras.
2. Conheça as regras de trânsito e pratique-as.
Um trânsito civilizado precisa de regras coletivas para funcionar. Se você cria regras próprias você cria transtornos para o resto.
Observe que de propósito não usei a expressão "leis" e sim "regras". Porque a gentileza tem que ser uma regra e não uma lei. Tem que ser uma atitude espontânea e não uma obrigação.
3. Deixe de ser esperto e seja um expert.
O esperto fura fila e atrapalha os que respeitam o direito coletivo.
O seu carro mais bonito ou mais potente tem o mesmo direito que a Belina 87. Sinal vermelho significa que está verde para quem vai cruzar com você na pista. Fechar um cruzamento só complica o sistema.
4. Trânsito não é competição.
Essa coisa masculina de disputar quem tem o maior pinto, no trânsito é um saco. Aprenda a deixar outro carro ultrapassar o seu. Você não vai ser menos macho por isso.
Essa coisa feminina de achar que a mulher é sempre o alvo da gentileza é um saco. Mulher tem que aprender a ser agente da gentileza também. No trânsito homens e mulheres têm os mesmos direitos.
5. Use a seta.
Você está dirigindo num espaço coletivo. A seta serve para informar aos outros o que você pretende fazer antes que o faça. Isso serve para instruir as opções de todos os que estão à sua volta (incluindo pedestres).
A seta também serve para pedir passagem. Não é um instrumento de invasão. Pedir e saber esperar a resposta faz parte da boa educação.
6. Cuide do seu carro.
Carros mau cuidados - novos ou velhos - infernizam o trânsito. Fumaça, barulho, lentidão pioram a qualidade, aumentam a tensão e o estresse de quem dirige.
7. Quem andar mais devagar? Ande pela direita.
Quando a via tem duas pistas, a da direita é a da rolagem e a da esquerda é a da ultrapassagem.
Por motivos errados, a maioria (pelo menos em Juiz de Fora) prefere andar na pista da esquerda obrigando quem quer ultrapassar a cometer uma irregularidade.
8. Dê passagem.
Quando um carro piscar o farol atrás de você, isso quer dizer que ele pede passagem. Seja gentil, educado e passe para a faixa da direita.
Particularmente em subidas é muito irritante ter que reduzir para acompanhar um carro que não quer ou não consegue subir numa marcha mais alta.
É bom lembrar que quem anda abaixo da velocidade permitida atrapalha tanto quanto quem anda acima.
9. Dirija para si e para os outros.
Você não pode dirigir como se fosse o dono da rua ou como se estivesse sozinho.
Lembre sempre que é um espaço coletivo que deve servir a todos.
Lembre também que existe um número enorme de pessoas que contraria as regras citadas acima e algumas outras.
Sinta-se superior, exercitando a paciência e a gentileza. Faça sua parte.
10. Seja gentil.
Esse deve ser o espírito de quem vive em sociedade.
Se fossemos mais gentis e educados não precisaríamos de tantas leis.
Além de tudo que já foi dito merece atenção especial o cuidado que o condutor deve ter com o pedestre. Ele é o dono da rua.
Agora é fato: Coca-Cola faz mal à concorrência. Pelo menos aqui em Juiz de Fora.
Vinha reparando que um número enorme de lanchonetes e bares não ofereciam mais refrigerantes de outras marcas que não os da Coca. E quem não suporta os refrigerantes da Coca - como eu - tinha que tomar água... da Coca.
Até que consegui a seguinte informação de um comerciante: "A Coca-Cola nos dá freezer e um valor em dinheiro pra obras, letreiros, etc. A exigência de contrapartida é a exclusividade".
Ou seja, a Coca-Cola paga para não ter concorrência.
Eu acho uma delícia ver o grau de sofisticação do capitalismo, respeitando as regras da livre concorrência. Por que gastar tempo e dinheiro para melhorar o produto e a sua colocação no mercado? Gaste esse recurso eliminando o concorrente.
Você sabe qual é a diferença entre Megabits e Megabytes?
Não se perturbe. Fora os especialistas na área, quase ninguém sabe.
E se você comprou (ou vai comprar) um plano de acesso à internet de 1 MEGA o vendedor não se preocupou em te dar essa informação. Você - e a maioria de nós - achou que estava comprando 1 Megabyte de transferência quando na verdade levou 1 Megabit.
Não sou perito e sinto dores de cabeça quando tento entender, mas o mais importante é saber que Megabit e Megabyte são duas unidades de transferência diferentes. Grosso modo, 1 Megabyte = 8 Megabits.
Isso quer dizer que a internet brasileira anunciada como sendo de "1 Mega" na verdade é de 1 Megabit (e não 1 Megabyte). Isso equivale a 128 KBps (Kilobytes por segundo), que é a velocidade real que se consegue atingir raramente. (fonte wikipedia)
Entendeu? Não importa, o que precisa saber é que (quase) todos nós fomos enganados na hora de comprar acesso à internet.
Vem agora o governo anunciar que fechou acordo com as operadoras (Oi na minha região) para oferecer internet de alta velocidade (ou banda larga) para 70% das moradias brasileiras até 2014, o ano em que tudo irá se realizar.
Sobre isso eu só tenho as seguintes dúvidas:
1. Alguém acha realmente acessível para a patuleia o serviço de internet a R$ 35,00?
2. As operadoras que hoje não conseguem oferecer um serviço de qualidade cobrindo 27% das moradias conseguirão fazê-lo ampliando o fornecimento para 70%?
3. A ANATEL, que apenas contempla os desmandos e descasos do péssimo e caro serviço oferecido pelas operadoras, conseguirá fiscalizar o novo volume?
4. A minha banda - que é muito cara e não está nesse plano de "internet popular" - será dividida com a patuleia? Ou seja, a suposta qualidade do meu serviço será mantida? Ou perguntando de outra maneira, será criada uma nova infraestrutura para suportar o novo serviço ou as operadoras vão usar a mesma e já insuficiente?
5. Por que as operadoras têm até outubro para apresentar um modelo de qualidade do serviço? Não bastaria dizer que o acesso à internet (salvo sinistros) deve ser garantido todo o tempo na velocidade que está sendo paga?
Por enquanto é só.
EMBROMATIONBYTES
Uma coisa não podemos negar, governo e empresários associados são fecundos em planos para faturar altos volumes de dinheiro às custas da ignorância do povinho.
Assim foram montados os programas de privatização, a criação de pedágios nas estradas, os planos de saúde, o kit socorro para automóveis, a mudança das tomadas elétricas e vai por aí a fora.
Cria-se uma necessidade (ou ela já existe de per si), o governo se mostra incompetente para atender à demanda, e a iniciativa privada vem em socorro com planos apropriados para cada tipo de gente.
E os empresários, agradecidos, retribuem as benesses recebidas preservando os políticos nos cargos tão essenciais para que o esquema funcione.
Eu não consigo engolir esse discurso da grande revolução tecnológica.
Até agora o principal quantitativo não passa de uma explosão de consumo com mudança de certos hábitos. Nem todos para melhor.
Os dois principais equipamentos que alavancaram essa expansão – o telefone celular e o computador – mudaram muitos comportamentos, mas reforçaram características nem tão positivas do ser humano.
A grande teia que se estabeleceu entre os indivíduos a partir do final do último século serve em esmagadora parte apenas para glamourizar a mesma vida medíocre de antes.
Cumpriu-se a previsão de Andy Warhol sobre os quinze minutos de fama a que todos teríamos direito, porém o custo e o benefício dessa exposição não foram considerados.
A criatura não mede esforços ou limites pra ter seu filminho acessado no youtube. Comediantes perdem a noção da piada e se acomodam no grotesco em busca da audiência. E os minutos que se seguem aos quinze de sucesso são o resto de uma vida de humilhação e esquecimento.
O espaço virtual é um grande aterro sanitário de futilidades.
O (praticamente) ilimitado volume de dados disponibilizado não encontra receptores preparados. Nunca houve tanta informação e ao mesmo tempo não se sabe o que fazer com ela.
As pessoas entram na internet, mas a internet não entra nas pessoas. Elas levam sua favela mental para dentro da rede ao invés de se enriquecer com ela.
Elas têm celulares, iPads, tablets, blackberrys, netbooks, mas não sabem usar corretamente uma privada.
Não conseguem ter relações civilizadas e acham que porque compraram um eletrodoméstico são seres do terceiro milênio.
Juiz de Fora é cortada ao meio por uma linha de trem de carga. Várias vezes ao dia a cidade para pra ver o trem passar. Seria bucólico não fosse insuportável e descabido.
Até existe quem goste do trem passando no meio da cidade (eu conheço uma pessoa), mas o fato é que o transtorno implica em medidas que vão piorar a dinâmica da cidade: construção de passarelas nas passagens de nível, viadutos, etc.
Hoje em dia eu acho mais fácil a MRS tirar Juiz de Fora de cima da sua linha do que Juiz de Fora tirar a linha do trem de dentro da cidade.
E entra governo e sai governo, a cidade cresce (ou incha) e o assunto é empurrado com a barriga.
Juiz de Fora cresce como um Frankenstein, há décadas com um planejamento de remendos e enxertos.
SÃO CARLOS ALBERTO
Provoquei a fúria dos seguidores do Bejanismo quando propus uma pesquisa eleitoral num cenário em que Bejani não é candidato. Há motivos para supor que a lei da Ficha Limpa - que vai vigorar em 2012 - vetará suas pretensões.
Eu acho incrível que depois de todos os fatos, filmes, provas, prisões, apreensões, ainda exista gente que defenda sua candidatura com tanto vigor. Bejani não tem eleitores, tem seguidores. É uma seita fundamentalista.
O que tenho ouvido de muita gente é uma injustificada saudade de Bejani motivada pela frustação em relação à atual administração. Ora, existem outras opções. Ou vale o "ele roubava, mas fazia"?
Acho que será saudável se Bejani sair candidato.
O debate sobre a Ficha Limpa, sobre improbidade, sobre corrupção, será importante para a cidade.
Se a candidatura dele for vetada, ganha a consciência sobre o valor da honestidade no trato da coisa pública. Se não for, vamos reviver imagens e lembranças dos seus últimos passos à frente do executivo.
Palocci mais uma vez foi leal ao seu patrão, o grande capital.
Ele mostra ser um bom cabrito, perde o cargo, o emprego, a dignidade, a imagem, a credibilidade, a respeitabilidade, mas não entrega ninguém e não perde o rendimento.
Calma! Daqui a três anos Lula será novamente presidente e ele volta, até mostrar sua inevitável vocação para a improbidade.
E por todo o país os éticos que ganham 2 mil por mês batem no peito clamando por transparência. Abrir mão de salário mínimo de classe média é fácil, mas você abriria mão de 20 milhões por ano?
No contexto do mundo que vivemos onde o sonho da sociedade é ter um iPad 2, Palocci é o padrão.
Errado está tudo, Palocci está certo.
VÂNDALO DE C* É ROLA
Posso até concordar que a invasão do quartel não foi a medida mais equilibrada feitas pelos bombeiros.
Porém, quem cobra equilíbrio dessa gente, deve primeiro fazer o serviço (filho da puta de difícil e perigoso) deles por anos, por um salário de R$ 950,00 (o pior do Brasil) com o qual tem que sustentar toda a família.
É irônico, mas o mesmo governo lidou com dois extremos nessa semana: de um lado, o ministro Palocci - ele ainda e de novo - tenta explicar como ganhou tanto dinheiro; e do outro, Dilma apresenta o programa que pretende tirar da extrema miséria uns 10 milhões de brasileiros que ganham menos de 70 reais por mês.
No primeiro caso, o do Ministro Consultor que combina uma entrevista exclusiva com a insuspeita Rede Globo ao invés de convocar uma coletiva ou comparecer ao plenário do Congresso, duas opções previsíveis.
Na combinada exclusiva da Globo, Palocci fala tudo, menos o que todo mundo quer saber: quanto ganhou? Quem pagou os serviços? O que rezam esses contratos? Em que medida estar no governo garantiu resultados?
Eu ainda tenho outra curiosidade e gostaria que o pessoal da área privada me ajudasse a entender: é normal esse lucro? As empresas de consultoria faturam tanto assim? Porque ele trata do assunto de ganhar 20 milhões em uns poucos anos como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Do outro lado, lá vem mais uma bolsa. Dessa vez pra puxar o pessoal lá do fundo do poço, os que ganham U$ 1,5 por dia, o que dá uns 45 dólares ou 70 reais.
Ora, Dilma, isso não existe. Se alguém disser que vive com menos de 70 reais por mês essa pessoa está morta ou está mentindo. Não é possível que alguém viva com menos de 3 reais por dia!
Portanto, sugiro que cancele esse programa, aumente o salário dos bombeiros, ou enfie essa grana no estádio do Corinthians, o que vai deixar seu chefe muito satisfeito.
Por fim, Palocci, eu quero te dizer que acredito que, se porventura há no Brasil quem ganhe - e viva - com menos de R$ 70,00 por mês é porque existem políticos que ganham 20 bilhões em quatro anos.
Ontem ouvi uma amiga dizendo que passa os fins de semana no Rio porque os homens de lá são melhores. Não é de hoje que a gente sabe que o estrangeiro leva vantagem, ainda mais se falar outro idioma (mesmo que seja castelhano).
Isso está na base do nosso atraso. Essa admiração que temos pelo "de fora", tragicamente marcado no nome da nossa cidade, Juiz "de Fora".
Corrijam-me os historiadores, mas a fundação de JF está ligada ao trânsito de mercadorias que vinham das minas para os portos no Rio. Ou seja, nascemos olhando para o litoral, como uma parada de tropeiros.
Para piorar, nossos ancestrais criaram esse nome terrível que não significa nada além de fazer referência a alguém que nem é ou está aqui.
No último fim de semana a Funalfa realizou o "Corredor Cultural" enchendo a cidade de shows e eventos. Correu nos bastidores uma discussão a boca miúda sobre o valor pago aos artistas locais pelo trabalho. O cachê líquido per capta ficou perto de uns R$ 130,00.
Seja por espírito de colaboração, por falta de dinheiro ou por contrapartida de projetos aprovados na Lei Murilo Mendes, muitos aderiram e geraram uma falsa imagem de fermentação cultural.
Com certeza os artistas "de fora" não vieram por este cachê miserável. E não há aí uma discussão de qualidade, mas o critério de ser daqui ou "de fora".
Esse tratamento discriminatório é sentido nos espaços da imprensa, no interesse do público, nos patrocinadores e perigosamente no gerente cultural do município.
Que a cidade considere que o artista de fora vale mais é um preconceito compreensível por diversos motivos. Que se conforme com isso, é inadmissível. Particularmente a Funalfa pode achar que há uma diferença de nível entre o produto cultural local e o estrangeiro, mas ela tem a obrigação de eliminar essa distância.
Juiz de Fora tem olhar pra dentro e gostar mais de si mesma. Ou então, continuaremos sendo eternamente plateia do desenvolvimento alheio.
E Deus informa: "Eu até ia acabar o mundo, mas depois que vi o Ronaldinho Gaúcho jogando ontem mudei de ideia".
O Palocci não ganhou só seis milhões nos últimos anos, isso foi o que gastou na compra de um imóvel. O que consta é que ele - só no ano da eleição, quando foi tesoureiro da campanha de Dilma - faturou 20 milhões em "consultorias".
E mais, nos contratos protegidos por sigilo, ele garantia resultados.
A sociedade tem que saber com quem fez contratos, que garantias foram essas e que resultados conseguiu.
Tem o motivo, a arma e o cadáver. Falta o quê?
MACUMBA
Não estão dando a devida importância à pneumonia da Dilma.
Pois eu tenho uma hipótese sobre isso.
Dizem que Michel Temer tem conexões com entidades poderosas do lado negro da força. Se isso é verdade, ele deve estar mexendo seus pauzinhos - ou outros instrumentos - para garantir a decadência daquela pessoa que ocupa a cadeira mais desejada dos que almejam o poder. Pelo voto direto ele jamais conseguiria chegar lá. Porém, em caso do óbito da suprema mandatária, o que devemos "temer"?
É paranóia?
Se há um mundo que precisa acabar é esse, da corrupção, da ganância, da arrogância.
Depois de passar décadas violentando economias indefesas, o FMI finalmente foi pego com as calças na mão - ou sem elas, no caso.
O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn protagonizou a metáfora do ano: a opressão da economia masculina-branca-rica sobre a terceiro-mundista feminina-mestiça-pobre.
Cai o homem, mas a instituição continua viril. Outro homem branco-europeu deve substituí-lo, mesmo que seja uma mulher.
Lá, onde as leis - além de existirem - funcionam, o acusado foi preso e teve que pagar um milhão e carregar uma pulseira pra poder ir em prisão domiciliar.
Aqui, analogicamente, um Ministro foi pego tentando estuprar a ética, ostentando um gigantesco falo de sete milhões de reais.
Aqui, informação privilegiada e tráfico de influência são chamados de "consultoria" e um importante membro do governo multiplica sua fortuna vinte vezes em quatro anos.
Além de Palocci, outros cinco ministros - em cargo - exercem essa lucrativa atividade econômica.
Violentando repetidas e contínuas vezes a pobre donzela, sob a complacência de um sistema que se sustenta pelo abuso.
Seth Meyers apresenta o Weekend Update, um jornal com piadas requintadas dentro do Saturday Night Live. O prestígio do comediante/jornalista pode ser medido no discurso que fez no jantar que a Casa Branca oferece aos correspondentes da imprensa.
Seth é um convidado mal educado, não poupa ninguém, nem as redes de TV, nem as celebridades e nem o próprio anfitrião.
Além de muito divertido, o evento mostra o grau de liberdade que é praticado na sociedade americana, pelo menos no exercício da atividade humorística. Aqui, os programas de humor são controlados a mão de ferro pelos governos, pelo poder econômico e pelas patrulhas do "politicamente correto". Principalmente pelo último.
Quem fez a tradução foi Gabriela Silva. As legendas e sincronia são culpa minha.
Depois de três dias operando como um motor de propulsão a água, fiz hoje o teste definitivo da estabilidade intestinal.
A melhor coisa de ir ao Rio de Janeiro é passar na Casa do Alemão na volta. Mandei dois croquetes, um croissant com lombinho defumado, um pacote de bombons de amendoim e outro de biscoitos amanteigados sortidos. Até agora nenhum comentário indevido do meu intestino.
Nesse tempo fiz algumas reflexões sobre a diarreia, no espírito de que em tudo se pode haver um lado positivo.
Passei três dias comendo vegetais, torradas integrais, frutas, bebendo água de cocô. Perdi uns dois quilos. E cagava como se não houvesse amanhã. Ora bolas, de uma vez só, resolvi vários problemas que atormentam muitas pessoas: prisão de ventre, perda de peso e boa alimentação.
Da doença à oportunidade: vou procurar um laboratório parceiro e produzir um iogurte contaminado com retrovírus.
Se um gênio da lâmpada me aparecesse e concedesse três pedidos, o primeiro ia ser: "Eu quero casar com a Jessie J". O segundo: "Eu quero casar com a Joss Stone". E o terceiro, lógico: "Eu quero que elas sejam amigas".
O Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, apareceu o dia inteiro falando que o preço dos combustíveis ia cair ainda hoje nas bombas. Será que ele combinou com os donos dos postos?
Em que mundo vivem esses ministros e demais governantes?
Hoje vi na prateleira um energético chamado "Red Horse" vendido em garrafa de 2 litros. O balconista me disse que vem aí Ice de 1 litro. Outro dia ouvi falar de uma cerveja que já vem com Viagra. A considerar esses lançamentos, na avaliação do mercado as pessoas estão bem desanimadas.
Marco Maciel, que não conseguiu se reeleger Senador, foi nomeado para o Conselho de duas empresas municipais de São Paulo. Pela presença em uma reunião semanal vai embolsar 12 mil de cada emprego. Ele merece.
Ana Holanda - irmã de Chico Buarque e Ministra da Cultura - será obrigada pela controladoria do governo a devolver o dinheiro de diárias que recebeu para estadia no Rio de Janeiro, onde tem casa. Não é o caso de mandar embora?
Quando os Estados Unidos consideram justo e correto ter invadido a casa do suposto terrorista, assassinando-o além de outras quatro pessoas, se equipara ao criminoso que assassinou milhares de pessoas em 11 de setembro de 2001. "Olho por olho, dente por dente" é a antiga lei da retaliação, que foi revogada pelo cristianismo. O que os americanos fizeram não é justiça, chama vingança.
Foi reconhecida pelo Supremo a união estável entre pessoas que praticam qualquer tipo de sexo. Espero que eles consigam ter relações estáveis, porque os heterossexuais não conseguiram.
A Igreja Católica se adiantou em dizer que "no religioso" não rola. Será que Deus - se não tivesse intermediários - recusaria essas cordeiros em seu rebanho? É hora de aproveitar a tendência do mercado e abrir uma igreja pra fazer casamentos gays.
Minha singela homenagem às mães é essa pérola do seriado "The Middle".
No trecho, a mãe quer provar ao filho que consegue dividí-lo com outra mulher, no caso a namorada. Obriga o garoto a convidar a moça pro jantar onde vão se conhecer.
Eu não acho que mulher dirige mal. Algumas dirigem como homens.
O problema é esse, o trânsito é uma coisa masculina. Mulheres que dirigem como mulheres funcionariam num mundo onde o trânsito fosse feminino, um nível superior de desenvolvimento.
No extremo oposto estão as motos que ocupam um estágio anterior à civilização, um estágio inferior de humanidade no trânsito.
É mais ou menos assim, o trânsito é uma refeição; o masculino faz o arroz e feijão; o feminino traz flores e uma bela salada; e as motos são uma manada de hipopótamos que vem sentar à mesa.
Contrariando a lorota divulgada pelo governo americano (que só queria subir nos índices de aprovação), Bin Ladem não morreu e reapareceu sorridente e debochado - como pode ser comprovado na foto acima, tirada momentos antes do show que faria em barzinho na Lapa carioca.
E agora, Obama, o que me diz?
ps - dizem que fará show aqui em JF na próxima sexta! #Medo!
A grande especialidade americana é o show. Ninguém faz espetáculos como eles.
Até nas tragédias são insuperáveis. O maior atentado terrorista foi transmitido ao vivo.
A eleição de Obama estava ameaçada pela breguice de Donald Trump - o dono das Misses - ou pela bizarrice de Sarah Palin - a assassina de alces. O assunto "cadê a certidão de nascimento?" volta à pauta.
O que um governo faz quando não consegue fazer nada? Faz propaganda.
Um prefeito aqui da cidade dizia, "se não tem dinheiro pra obras ou pra saúde, enche os canteiros de flores".
Obama não consegue tirar a economia americana do buraco e nem cumprir metade das promessas. Qual a sua chance de se reeleger? Matar o Bin Ladem.
A mesma farsa que justificou a invasão do Iraque agora serve ao mesmo propósito: marketing político. E o povo americano morde a isca como peixes tontos num aquário. O povo de lá, como o daqui, acredita em tudo que a televisão falar. E televisão é uma mídia que vende verdades.
Dez anos depois do atentado às torres gêmeas, na hora certa, Obama é "encontrado" e morto - não numa caverna no deserto do Afeganistão - mas numa mansão. Nenhuma foto, nenhuma imagem, e o suposto cadáver é jogado ao mar, sem testemunhas. Ninguém pode confirmar ou desmentir.
Será verdade? Sim, verdade é o que a televisão diz.
Obama reeleito. Republicanos desmoralizados. É assim que a coisa funciona.
Reúno em uma única postagem os ataques que meu fígado sofreu na semana que passou. Indigne-se também a acrescente seu tópico.
Sem ordem cronológica ou de importância:
. BLOQUEIO DAS CONTAS DA CIA DE COMÉDIA MELHORES DO MUNDO
Por conta de uma piada que a trupe de comediantes faz no show "Notícias Populares", a gloriosa Universidade Tiradentes de Aracaju conseguiu uma não menos gloriosa decisão da justiça que bloqueou as contas dos humoristas. A imagem que a instituição tem de si mesma é tão frágil e duvidosa que se abala com uma piada?
. SENADOR REQUIÃO
Ele queria ser ditador da República do Paraná. Mas deu o azar de viver nessa coisa que chamamos "democracia brasileira". A vontade dele era surrar o repórter, mas só pode tomar o gravador. Ele acha (assim como todos os senadores) que é Deus, mas não passa de um monte de bosta que ainda não foi processada.
. AUMENTO DA GASOLINA
Eu não posso provar, mas a minha intuição grita que existe um gigantesco e criminoso esquema de pilantragem na construção do preço da gasolina em todos os níveis, desde o preço internacional do petróleo, até o valor final na bomba.
É incompreensível que o Brasil - que é autossuficiente em produção de petróleo - tenha gasolina mais cara que Argentina e Paraguai.
É irritante ver a estatal Petrobrás comemorar o lucro absurdo, explorando seu dono, o cidadão.
. DOSE DUPLA DE ALDO CABEÇÃO REBELO
Ele era comunista na origem. Hoje, ele e seu partido apoiam os ruralistas no projeto de devastação ambiental conhecido como "Código Florestal" que pretende perdoar todos os crimes contra nossas matas.
Não satisfeito, o Cabeção está propondo novo projeto contra estrangeirismos na língua portuguesa. Nada mais demagógico. Vamos reabilitar o Tupi-guarani? Ou o português lusitano? E as faculdades de Direito e Medicina, não poderão mais usar expressões em latim e grego? Afinal, que língua falamos?
. CONSELHO DE FALTA DE ÉTICA DO SENADO
E vamos deixar que os ratos tomem conta do queijo.
O Conselho de Ética do Senado foi formado a partir daqueles que ontem foram réus no próprio, tipo Renan Calheiros. Será que teríamos senadores limpos o suficiente para os cargos?
. A RECOMPENSA AO FIEL COMPARSA
Ele foi o tesoureiro de Lula e assumiu como líder do Mensalão do PT.
Dilúvio Soares está de volta ao PT. Antes de ser julgado, já foi perdoado pelo partido que protegeu como leal cão de guarda. Levou calado todas as pancadas. Não entregou ninguém. E assim como Palossi, tem agora o prêmio, porque todos sabem que numa quadrilha, a virtude de não dedurar é muito valorizada.
Recebi do amigo Fabio essa nota espantosa.
A analista contábil Ana tem compulsão orgástica. Já chegou a se masturbar 47 vezes em um dia e agora baixou a marca pra 18 orgasmos. Ela não faz porque gosta, mas porque precisa. E inclusive tem autorização da justiça pra se masturbar no trabalho.
O que dizer?
Algumas amigas me perguntam, "essa doença pega"?
E o pobre do marido? Deve estar com a ferramenta em carne viva.
Imagine o ambiente de trabalho. Chega a hora do glorioso intervalo e Ana diz, "gente está na hora de me masturbar mas tenho que acabar esse relatório, alguém pode me ajudar?". "Ok", responde o colega, "você prefere que eu faça o relatório ou te masturbe?".
Imprima o convite, coloque seu nome e cpf no espaço entre as duas barras e apresente na porta da igreja.
Se o porteiro barrar, diga que pegou aqui no meu blog e tá limpo. O cara é chegado meu. Ele chama John.
Boa festa. Dá um abraço no meu xará por mim. Diga que eu não pude ir porque tenho show em Ubá de noite.
Outro dia uma pessoa me pediu a indicação de uma peça que "não tivesse palavrões ou coisas obscenas" porque queria levar a família.
Eu respondi que na minha opinião "obsceno é uma criança passando fome ou fumando crack", isso sim é indecente.
Sociedade hipócrita essa em que vivemos que tolera a corrupção e todas as consequências devastadoras que dela advêm, mas não consegue conviver com expressões chulas e piadas picantes.
Outro dado importante é que somos um país que cultiva o humor e a piada. Nossos ambientes de intimidade são ricos em troça, apelidos, sátiras, causos debochados e muitas vezes com insinuações sexuais. Mas quando essa faceta cultural vai a público, a sociedade reage com repulsa. O velho cenário do patriarca que preserva o respeito à mesa diante da família, mas se refestela com a criada no canto da senzala.
Por conta disso vivemos um ambiente de censura e autocensura do humor. O comediante pensa duas vezes antes de se referir a alguém ou a alguma instituição e evita palavrões que possam ferir a casta sensibilidade de nossas famílias.
Eu defendo o uso do palavrão pelo simples motivo que é uma peça do vocabulário como outra qualquer, que tem seu momento próprio, adequado e insubstituível.
E defendo a libertação da piada desse controle medieval do politicamente correto. Não há ambiente melhor para o debate de ideias que o humor. A piada, antes de mais nada, tem que cumprir sua função de fazer rir. Tem que ser boa e bem contada.
No momento, os integrantes da Cia de Comédia Os Melhores do Mundo (que depois do TQ é a melhor Cia de humor do país) estão com suas contas bloqueadas por decisão da justiça. Em toda cidade que se apresentam fazem piada com alguma faculdade local. Mas a gloriosa Universidade Tiradentes de Aracaju se sentiu ofendida e conseguiu um juiz que cometesse tal agressão.
Com isso conseguiu mostrar que é a universidade pode ser um centro de obscurantismo. E que a justiça serve de instrumento para sustentar a prática inquisitória.
Pois que venham guardiões da moral e dos bons costumes! Bloqueiem nossas contas, cerceiem nosso direito de expressão, calem nossa boca, mas a piada vai sobreviver e continuará sendo contada. E quanto mais forte for seu ataque covarde, mais graça ela vai ter.
"FREIRAS NUAS COM GRANDES ARMAS"
(Nude Nuns With Big Guns) 2010
Sinopse: Ao assumir seus votos para se tornar freira, irmã Sarah é abusada, passa por uma lavagem cerebral e é drogada pelo clero corrupto. À beira da morte com uma dose letal de drogas, irmã Sarah recebe uma mensagem de Deus dizendo-lhe para se vingar de todos aqueles que lhe fizeram mal. Armada com a vontade de Deus e um arsenal de armas grandes, ela cai matando em cima de seus algozes. Quando a igreja contrata a gangue de motociclistas impiedosos “Los Muertos”, para rastreá-la e matá-la, eles logo percebem que essa irmá é casca grossa.
ps - Eu passo horas às vezes pra escrever uma piada e a realidade é muito melhor.
Juro que depois que vi esse vídeo do pequeno torcedor tricolor - gravado depois do jogo de ontem - tive vontade que o Flamengo tivesse perdido. Mas a vontade passou rápido.
Você é jovem, garoto, pense melhor.
Aos adversários: reverter uma eliminação praticamente definida, ser chamado de herói pelos torcedores e pela imprensa, ter uma vitória tratada como "épica"... isso é uma coisa. Ganhar do Flamengo exige muito mais que isso. Exige principalmente saber bater pênaltis.
E mais, exige não permitir que um time desfalcado e desarrumado como o Flamengo, tenha chance na partida.
Eu entendo porque somos odiados pelas outras torcidas. Pra nós a humildade é uma virtude estranha.
ps - O Emerson Sheik tinha razão na quarta, quando disse que o bonde tá sem freio.
Muitas pessoas - particularmente crianças - têm me perguntado sobre o motivo de, na Páscoa, comermos ovos de chocolate que supostamente são trazidos por coelhos.
Eu tento explicar que é só uma invenção do comércio de chocolate, mas, "e o coelho?" insistem os pequenos.
Foi então que resolvi pesquisar, não no Google, mas nas tradições escritas do cristianismo para desvendar esse mistério.
Ao terceiro dia Jesus ressuscitou - todo mundo sabe. Mas quando apareceu aos seus, São Tomé questionou: "Mas você estava morto mesmo, ou só estava fingindo?".
Ao que Jesus impaciente suspirou: "Ai, meus ovos", (porque era comum entre os judeus naquela época, quando alguém duvidava da sua palavra, que a pessoa desafiasse dizendo: "Pegue aqui nos meus ovos então").
Tomé entendeu que os sagrados ovos eram a prova da ressurreição. Daí criou-se a tradição de pegar nos ovos na Páscoa, o que significa: "Aqui estão os ovos que são a prova da ressurreição".
Durante muito tempo então, na época da Páscoa, os cristãos se saudavam segurando uns nos ovos dos outros.
Enquanto era uma coisa só entre eles, tudo bem. Mas quando o cristianismo expandiu, essa história de pegar nos ovos ficou mal vista. Os neófitos enfiavam as mãos sob as vestes dos velhófitos e nem sempre achavam os ovos. Daí perguntavam: "Onde estão os ovinhos?", e a resposta era: "debaixo do coelhinho peludo, continua procurando".
Foi assim que o coelhinho entrou na história. E quando alguém questionava "mas coelhos não botam ovos", os cristãos respondiam: "Pra Deus isso é o de menos".
Recentemente, quando as pessoas começaram a ter hábitos mais decentes, o "pegar nos ovos" foi substituído por "trocar ovos".
E o chocolate?
Ora, qualquer coisa de chocolate é melhor. Só isso.
A “classe” política prepara um grande golpe contra o povo.
Está em andamento a Reforma Política que deve definir como será o sistema eleitoral para os próximos pleitos.
O erro fundamental dessa reforma é que ela está sendo feita pelos próprios políticos e ninguém tem dúvida que eles vão deliberar em causa própria, como tem sido o histórico de decisões do nosso congresso.
É como se deixasse aos empregados decidir sobre os salários, carga horária, contratações e demissões na empresa. Ou deixar a critério dos criminosos a reforma do código penal.
A primeira mudança – em minha opinião – deveria fazer do voto um ato facultativo. Vota quem quer.
Além de manter a obrigatoriedade, o MPP (Movimento da Pilantragem Política) tira o direito do cidadão escolher seu candidato. Ou seja, você é obrigado a votar, mas não escolhe o seu candidato. Quem escolhe são os partidos. É o que está sendo chamado de “voto em lista”.
E para maior conforto do membros do MPP, suas campanhas terão financiamento público, sob o argumento de acabar com o caixa 2. Isso quer dizer que, você não escolhe o candidato, mas patrocina a campanha de todos. Como bancar uma festa para qual você não é convidado.
Esperava que o fenômeno “Tiririca” tivesse deixado claro o crescente desprezo popular pelo processo eleitoral.
A reforma política que precisa ser feita é a que restrinja o poder dos políticos. Eles estão, passo a passo, transformando a democracia - que era pra ser o regime onde o poder emana do povo e para o povo - num regime em que o povo é apenas uma figuração que legitima as decisões daqueles.
O povo precisa voltar a ter nas mãos mecanismos simples de escolher seus representantes, controlar suas decisões e destituí-los, quando não mais representarem os interesses dos que os elegeram.
Ontem dediquei meu dia a cinco garotas lindas que passaram a tarde fazendo fotos aqui no sítio.
A fotógrafa - não menos gata - é Vanessa Daguiar.
Arrumei a casa, lavei banheiro, fiz duas lasanhas e passei a tarde como assistente de produção. A minha participação está registrada na foto abaixo.
Da esquerda pra direita: Wally na moita, Clara, Sofia B, Sofia M, Isabella e Gabriela.
Sofia faz 14 anos hoje.
Sob protestos dela, eu publico uma foto que a Vanessa fez ontem, porque - segundo ela - ficou horrorosa.
By the way, Sofia é minha caçula.
Os irmãos Castro prometem reformas em Cuba. Primeiro vão trocar a pia do banheiro e depois arrumar umas infiltrações na cozinha. Tudo com financiamento da Caixa.
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O trânsito nunca flui porque na sua frente tem sempre um Fiat Uno agarrando. Você passa o Fiat Uno e tem um caminhão de areia. Você passa o caminhão de areia e tem um carro de autoescola.
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Muitos anos depois eu até hoje não sei o que a Amelinha diz quando canta "Quando os zé de nuvens os homens eram de fé". Deve ser bom escrever uma letra sem compromisso com o sentido.
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O primeiro episódio de "Games of Thrones" passou ontem na TV americana e eu já tenho aqui pra ver. Lembro que quando era adolescente, um filme de sucesso levava dois anos pra chegar aos cinemas. Quando vinha.
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Roberto Carlos faz hoje 70 anos.
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40% dos brasileiros estão acima do peso. Em 2015 seremos tão obesos quanto os americanos. O número de fumantes cresceu mais entre as mulheres. Parabéns aos envolvidos.
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Pesquisa do IPEA confirma: para cada 1% de armas de fogo a mais na sociedade, cresce em 2% o número de homicídios violentos. Fato. Se não tiver armas de fogo, as pessoas vão se matar com carros, facas, chaves de fenda, ou com as próprias mãos. Fato.